Morte de Chris Cornell deixa o grunge órfão
Cantor enforcou-se numa casa de banho, confirmou o médico legista em comunicado.
O universo musical foi esta quinta-feira surpreendido com o desaparecimento de um dos maiores arautos do grunge. Chris Cornell pôs termo à vida aos 52 anos, no Hotel MGM Grand Casino, em Detroit, EUA, horas depois de os seus Soundgarden terem atuado no FOX Theatre daquela cidade norte-americana.
O cantor foi encontrado inanimado por um amigo na casa de banho do hotel onde estava hospedado com uma corda à volta do pescoço. A polícia declarou o óbito no local. Mais tarde, um comunicado do médico legista de Wayne County confirmou que o músico se suicidou por enforcamento.
Chris Cornell ganhou rapidamente o estatuto de rebelde do rock ao ter sido um dos principais impulsionadores do grunge em Seattle no final da década de 80. Fundador de grupos tão notáveis como Soundgarden, Audioslave e o supergrupo Temple of the Dog, o artista teve sempre uma relação difícil com o álcool e as drogas. Todavia, as sucessivas reabilitações a que se submeteu permitiram-lhe controlar esses vícios.
Chris Cornell junta-se ao icónico Kurt Cobain, dos Nirvana, que também se suicidou, a Layne Thomas Staley, dos Alice in Chains, e a Scott Weiland, dos Stone Temple Pilots, ambos por overdose de drogas.
Para a história ficam temas como ‘Black Hole Sun’ e ‘Rusty Cage’. Eddie Vedder (Pearl Jam) e Dave Grohl (Foo Fighters) são agora dos poucos resistentes que tiveram um papel decisivo na explosão do grunge.
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