“Não temos outros projetos. É o fim”
Ian Gillan, vocalista dos Deep Purple, diz que o concerto do grupo em Lisboa será único.
Ian Gillan, o vocalista dos Deep Purple, que em 2018 comemoram 50 anos de existência, fala sobre o concerto de amanhã em Lisboa.
Correio da Manhã – Fecham no MEO Arena a ‘The Long Goodbye Tour’ europeia. Como vai ser o espetáculo ?
Ian Gillan – Os Deep Purple fazem tudo para que cada concerto seja um momento especial para o público.
- Esta é mesmo a despedida?
- Creio que sim. Há que saber parar, principalmente quando estamos ainda em boa forma e focados nos concertos.
- Não é uma decisão fácil...
- Nunca é, sobretudo para uma banda que sempre viveu na estrada. É por isso que damos tudo a 100% na improvisação e na dinâmica que pomos em palco. Os Deep Purple são como o tempo inglês: muito variáveis.
- E têm um novo álbum para tocarem...
- Há uma grande emoção em redor de ‘inFinite’, que pode ser o nosso último trabalho. E mostra que estamos numa fase criativa interessante.
- Consideram-se um grupo intergeracional?
- Continuamos a ter muitos jovens a seguirem-nos, além do público mais velho. Mas dá uma boa atmosfera aos nossos espetáculos. A música que fazemos não exige ‘dress code’.
- Como será a vida dos Deep Purple quando chegarem ao fim da digressão?
- Não temos outros projetos, para além do que estamos a fazer. É mesmo o fim. Vai haver imenso tempo para cada um fazer o que quiser. Quem sabe o que pode sair daí...
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Deep Purple editaram 20 álbuns e venderam 120 milhões de exemplares desde 1968
Pioneiros do hard rock e do heavy metal, os Deep Purple nasceram em 1968 no Reino Unido. Ian Gillan (voz), Steve Morse (guitarra), Roger Glover (baixo), Ian Paice (bateria) e Don Airey (teclas) são os atuais membros da formação. As vendas dos 20 álbuns editados desde 1968 ultrapassaram 120 milhões de unidades. ‘Smoke on the Water’ é o hino inesquecível do grupo.
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