Novas linhas de apoio às artes abrem já esta segunda-feira
Ajudas às entidades artísticas profissionais e de adaptação dos espaços valem 3,7 milhões de euros.
Duas novas linhas de apoio às artes, no valor total de 3 750 000 euros, ficarão disponíveis a partir desta segunda-feira. A par da linha de apoio social, lançada dia 3, serão agora abertas as linhas de financiamento para as entidades artísticas profissionais retomarem a sua atividade e fazerem face aos prejuízos causados pela paralisação do setor - no valor de 3 milhões de euros - e de apoio a teatros, cineteatros e auditórios culturais, para que estes se adaptem às recomendações impostas em contexto de pandemia - num montante de 750 mil euros.
Os pedidos para a linha de apoio social, com um tecto máximo de 34,3 milhões de euros, que se destina a técnicos, artistas, autores e outros profissionais que tenham solicitado ou recebido apoio extraordinário da Segurança Social enquanto trabalhadores independentes, podem ser efetuados até 4 de setembro. O mesmo prazo vale para as duas novas linhas.
No total estão disponíveis 70 milhões de euros de apoio extraordinário à cultura, assim como 30 milhões para financiamento à programação cultural em rede, em parceria com autarquias, e o reforço do orçamento do Instituto do Cinema e Audiovisual com 8,5 milhões.
Segundo a tutela, a Linha de Apoio de Emergência às Artes, aberta a 27 de março, no valor de 1,7 milhões, recebeu 1025 candidaturas.
Sindicato diz que apoio não chega
O Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, Audiovisual e Músicos considera que as linhas de apoio à cultura "são bem-vindas, mas continuam a ser insuficientes", uma vez que não chegam aos trabalhadores que "não têm como provar como aceder a estes apoios".
18 mil beneficiários Era quanto a Linha de Apoio Social da Cultura tinha inicialmente previsto abranger. Contudo, a ministra Graça Fonseca já fez saber que poderá ser alargada a mais artistas e técnicos, sem especificar quantos. Cinemas com quebra de 95,6% em julhoAs salas de cinema nacionais receberam perto de 78 mil espectadores em julho, uma quebra de 95,6% face ao período homólogo de 2019, segundo o Instituto do Cinema e do Audiovisual. Em termos de receitas, o valor alcançado em julho foi de 382,4 mil euros, o que representa uma redução de 96,1% em relação ao mesmo mês de 2019. O filme mais visto no mês de julho foi ‘Bora Lá’, de Dan Scanlon, que contou com 9710 espectadores.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt