"Nunca pensámos fazer sequer um ano de carreira": Quase dez anos depois, os Azeitonas estão de regresso a Lisboa
Marlon, Nena e Salsa atuam esta quinta-feira no Teatro Tivoli. "Isto é como uma relação amorosa, passamos por bons e maus momentos".
Quase dez anos depois de terem atuado em Lisboa pela última vez, então no Grande Auditório do CCB (novembro de 2017), os Azeitonas estão de regresso à capital, para um novo concerto, na quinta-feira no Teatro Tivoli. Entre risos, Marlon nega algum diferendo com Lisboa e explica que a ausência de tanto tempo se ficou a dever apenas a uma "casualidade do destino". O espetáculo do trio, que é formado ainda por Nena e Salsa, serve agora para acertar as contas, matar saudades e celebrar os vinte anos de carreira do projeto. "No ano passado celebrámos os vinte anos no Coliseu do Porto, mas em Lisboa nunca chegou a ser marcado nenhum concerto. Só que, entretanto, houve tanta gente a questionar-nos que assim que tivemos esta oportunidade, aproveitámos logo. Por isso este concerto no Tivoli é como se fosse a celebração dos nossos 20 anos em Lisboa" começa por revelar Marlon que promete um alinhamento de 17 canções que percorre a carreira do grupo. Como convidados estarão Ana Bacalhau e Luís Trigacheiro.
Para ouvir estão também os dois novos singles 'Palma da Mão', canção que estava esquecida na gaveta desde 2007 ("é um grito de revolta rock que enaltece a dependência, cada vez maior, do ecrã e da forma como este está a distorcer a nossa visão de ver e estar no mundo", dizem) e 'Vinte anos'. "Parece que foi há muito tempo que tudo começou, mas ao mesmo tempo também parece que foi ontem. E essa música fala um pouco disso. Acho que as bandas têm sempre a tendência a olhar para a frente, para os novos projetos, e essa música fez-nos olhar para trás e ver tudo o que já fizemos", explica Marlon que ainda se recorda do primeiro espectáculo do grupo "na discoteca Via Rápida, no Porto, entre copos e amigos". De lá para cá resistiu a amizade entre os três elementos (pelo meio Miguel Araújo seguiu carreira a solo) e o amor pela arte e pela música. "Isto é como uma relação amorosa, passamos por momento bons e maus, mas costumamos dizer que enquanto cá estivermos com vontade de fazermos canções e de nos divertirmos vamos continuar. No dia em que descobrirmos que já não temos a mesma vontade paramos", diz o músico que hoje confessa: "Nunca pensámos sequer ter um ano de carreira e por isso o saldo é muito positivo".
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