"O meu público já está mais jovem"
Bonnie Tyler é uma das cabeças de cartaz do novo festival Remember the 80's, em Cascais. Cantora de 61 anos actua no próximo sábado e garante que vai lembrar velhos êxitos.<br/>
Vai ser uma das estrelas do novo festival Remember the 80's, em Cascais. Está entusiasmada?
Estou mesmo desejosa de lá ir. É fantástico, porque adoro cantar em Portugal. Já se sabe como amo este país, até pela casa que cá tenho há anos e anos... mas nunca estive em Cascais. Vai ser a primeira vez.
Irá cantar mais temas clássicos ou novidades?
Vou apostar nos clássicos, nos temas que as pessoas querem ouvir. Tenho um novo álbum prestes a sair, mas não vou cantar essas músicas enquanto ele não for lançado. Vou cantar de novo ‘Total Eclipse of the Heart', ‘It's a Heartache', ‘Holding Out for a Hero'.
Nunca se cansa de cantar essas músicas?
Não. Adoro cantá-las, pela óptima experiência que dá à plateia. As pessoas cantam comigo e todos nos divertimos por nos lembrarmos delas. Vai ser divertido, com certeza.
Tem uma carreira de 35 anos. O que é que a Bonnie Tyler de hoje diria à jovem cantora que se lançou em 1977?
Diria-lhe para ser boa com as pessoas ao longo da carreira porque assim haverá sempre muito trabalho. Adoro estar no palco e era isso que diria: trabalha, trabalha muito e aposta em boas canções. E diria para não pensar que iria ficar logo famosa, porque demorei sete anos até ser conhecida. Tudo se resume ao gosto que se tem de ter em cantar e ter uma banda.
Ao fim destes anos todos, o palco ainda tem algum mistério para si?
Sim, é sempre diferente. Na semana passada estive em Budapeste, antes estive em Berlim e Oslo. Toda a gente é diferente enquanto público. O meu público já está mais jovem. Não falo de crianças mas de adolescentes, que se apaixonaram pelos anos de 1980. Adoro que venham famílias inteiras ver-me. Gosto mais de cantar para grandes plateias, mas também me dou bem com pequenos públicos. No fundo, o que gosto mesmo é de passar um bom momento também com a minha banda.
Já falou do seu próximo álbum. Que surpresas está a preparar para os fãs?
Vai chamar-se ‘Rocks and Honey' e foi gravado em Nashville e em Santa Monica (nos EUA). Fiz lá um dueto que será para o tema ‘country' que vou incluir no alinhamento. Adoro todas as gravações que fiz e estou muito satisfeita com o resultado final.
Vive em Portugal. O que é que a faz sentir-se tão confortável com o País?
Apaixonei-me por Portugal em 1976 quando conheci Vale do Lobo. Gravei lá um disco e estive dois meses no Algarve. Fiz com a minha banda festas de praia e churrascos. Foi fantástico... Adorei as noites de luar. Em 1978 comecei a procurar casas e encontrei Santa Eulália (Albufeira). Estivemos lá desde esse ano, mas agora fechámos as portas porque decidimos construir uma nova casa aí, que estará terminada em Novembro. Adoro as pessoas, a comida.
Alguma vez experimentou cantar um fado?
Conheço o fado muito bem. Amália era fantástica e Mariza também o é. Mas não consigo cantar fado. São estilos completamente diferentes. Mas gosto de o ouvir e já fui assistir a alguns espectáculos.
Já alguma vez pensou em deixar a música?
[Risos] É a música que me faz sentir jovem e me dá energia.
Sente-se mais confiante hoje em dia no palco...
Sim, totalmente. Acredite ou não, antes era muito tímida. Agora não: subo para o palco e faço-o meu. E sei que consigo cantar bem ao vivo. Sou boa nisso.
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