Objetos pessoais de Marilyn Monroe chegam a Lisboa

Mostra inédita em Portugal reúne mais de uma centena de objetos originais da eterna estrela de Hollywood. Todos os artigos pertencem ao alemão Ted Stampfer.

25 de junho de 2026 às 01:30
No ano em que Marilyn Monroe celebraria o 100.º aniversário, o Centro Colombo recebe a exposição internacional 'Marilyn: Icon of the Century' Foto: Duarte Roriz
Colecionador alemão Ted Stampfer Foto: Direitos Reservados

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No ano em que Marilyn Monroe celebraria o seu 100.º aniversário, o Centro Colombo recebe a exposição internacional 'Marilyn: Icon of the Century', uma mostra inédita em Portugal que reúne mais de uma centena de objetos originais da eterna estrela de Hollywood. Patente até 30 de agosto, a exposição integra o projeto 'A Arte Chegou ao Colombo' e convida os visitantes a conhecer uma faceta menos conhecida da atriz, através de peças pessoais, fotografias, documentos e objetos do quotidiano.

Todos os artigos pertencem ao alemão Ted Stampfer, detentor da maior coleção privada do mundo dedicada a Marilyn Monroe. Em entrevista ao CM, o colecionador explicou que a sua paixão pela atriz começou ainda na infância.

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"Vi os filmes dela quando tinha cerca de 10 anos e fiquei fascinado pela sua atitude e pela forma como brilhava em frente à câmara", recorda.

A coleção começou com fotografias e material relacionado com os estúdios de cinema, mas ganhou uma nova dimensão em 1999, quando adquiriu o primeiro objeto pessoal da atriz num leilão da Christie's. Atualmente, Ted Stampfer reúne mais de 1500 peças ligadas à vida e carreira de Marilyn Monroe, embora cada exposição apresente apenas uma seleção. Em Lisboa, estão expostos cerca de 100 objetos.

Entre todas as peças, há uma que assume um significado especial para o colecionador: um sapato usado por Marilyn Monroe quando anunciou a criação da sua própria produtora cinematográfica. "Para mim, simboliza uma mulher muito determinada e independente. Nos anos 50, Hollywood era dominada por homens e ela teve a coragem de criar a sua própria empresa de produção", explica.

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Para Ted Stampfer, é precisamente essa força de carácter que continua a tornar Marilyn Monroe relevante um século depois do seu nascimento. "Ela era uma beleza intemporal, mas também defendia minorias, posicionava-se contra o racismo e lutava pela sua independência. Estava muito à frente do seu tempo", considera.

Mais do que celebrar a estrela de cinema, a exposição procura desconstruir alguns dos estereótipos que continuam associados à atriz.

"Muitas pessoas ainda pensam nela apenas como uma bomba sexual ou uma mulher ingénua. Espero que os visitantes possam conhecer melhor a mulher por detrás da marca e perceber as diferentes facetas da sua personalidade", conclui.

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