'Os Cinco' reeditados com nova capa

A famosa série ‘Os Cinco’, da escritora inglesa Enid Blyton, vai regressar com cara nova às livrarias portuguesas a partir deste mês, numa edição da Oficina do Livro.

02 de setembro de 2011 às 16:46
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‘Os Cinco na Ilha do Tesouro’ (1942) e ‘Nova Aventura dos Cinco’ (1943) serão os dois primeiros títulos, da colecção de 21 volumes, a chegarem às livrarias já a 19 de Setembro.

Mantém-se a capa mole e o formato 14x21, mas os livros de aventuras vão surgir com uma nova imagem e também com uma nova tradução, indicou à agência Lusa Catarina Cruzeiro, do departamento infantil da Oficina do Livro.

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Esta nova edição portuguesa inclui ainda uma nota da neta de Enid Blyton sobre "todo um mundo de mistérios e aventuras para explorar" que a sua avó criou e com o qual encantou gerações.

"O Tim foi sempre a minha personagem preferida. Consegue julgar as pessoas sem se enganar, e, quando ele está por perto, as crianças sentem-se sempre em segurança. E não fiquem a pensar que eu tenho medo de uma boa aventura! Desde que vi a série na televisão nos anos 1970, em que o Tim é um border collie, que quero ter um cão igual!", conta Sophie Smallwood, numa nota datada de 14 de Junho de 2010.

‘Os Cinco’ (‘The Famous Five’, no original) é provavelmente a série mais conhecida da autora inglesa, que escreveu 21 histórias de Júlio, Davide, Ana, Zé e do cão Tim.

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Estes livros de aventuras deram o mote para os muitos sucedâneos que se seguiram e ainda vendem: estima-se que mais de 600 milhões de exemplares dos quase 800 livros da escritora inglesa tenham sido vendidos em todo o mundo (e traduzidos para 40 línguas).

Por cá não são conhecidos números, mas sempre se atestou grande procura dos livros de Enid Blyton - aos mais famosos ‘Os Cinco’ acrescentam-se ‘Os Sete’, ‘As Gémeas’ e ‘Noddy’, que acabou por seduzir gerações mais recentes - a partir dos anos 1960, quando apareceram no mercado português.

Nascida em 1897, em Londres, Enid Blyton esteve para seguir a carreira da música, mas a literatura infanto-juvenil falou mais alto.

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Os cinco miúdos que viriam a formar um dos mais célebres grupos de aventureiros da literatura dirigida aos mais novos não nasceram logo. Enid Blyton estreou-se com poesia, em 1924, e só 14 anos depois ‘Os Cinco’ entraram em acção.

Rezam as crónicas que Enid Blyton tinha uma capacidade de produção impressionante: chegava a escrever 10 mil palavras por dia e, por exemplo, em 1940, deu à estampa onze livros.

Esta produção não a afastou das críticas, de sexismo, racismo e outros simplismos. Que levaram, por exemplo, a BBC a não emitir a sua obra, por a considerar "de segunda" e "sem valor literário".

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Enid Blyton deixou de escrever na década de 1960 e morreu a 28 de Novembro de 1968.

Em Fevereiro deste ano, foi descoberto um texto inédito alegadamente da sua autoria.

A história de 180 páginas, intitulada ‘Mr Tumpy's Caravan’, foi descoberta entre um conjunto de manuscritos que foram vendidos em leilão em Setembro pela sua filha mais velha.

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O conjunto de documentos foi adquirido por 47mil euros pela Seven Stories, uma organização britânica dedicada à literatura para a infância, e descoberto pela arquivista Hannan Green.

Embora o documento não esteja datado, apresenta uma morada de Buckinghamshire, onde Enid Blyton viveu até 1938.

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