“Os vilões têm mais piada do que os outros”
O actor Joaquim de Almeida falou ao 'CM' sobre a sua participação na dobragem do filme ‘Kung Fu Panda’, que estreia hoje.
Correio da Manhã – Veio a Portugal fazer a dobragem de ‘Tai Lung’, personagem de ‘Kung Fu Panda’ [que estreia hoje]. Sentiu dificuldades na estreia no cinema de animação?
Joaquim de Almeida – Estou habituado a dobrar-me a mim próprio em inglês e noutras línguas. Mas aqui vejo o que outro actor fez e tento o mesmo em português, com a voz a entrar ao ritmo do movimento da boca do boneco. É difícil.
– Gosta de filmes de animação?
– Fiquei fã de dobragens de desenhos animados. Emocionei-me com este ‘Kung Fu Panda’. Os miúdos vão chorar e os graúdos também. Quando tiverem outros desenhos animados, telefonem-me! Mas, até hoje, os meus preferidos são os Simpsons.
– Acha que os seus filhos, Lourenço, de 14 anos, e Ana, de quatro, vão reconhecer a sua voz?
– Quero ver se a Ana consegue identificar o pai.
– Como é o leopardo ‘Tai Lung’?
– É um vilão que, após vinte anos preso, volta para se vingar do mestre, também seu pai, e vê que já foi escolhido um novo mestre, que é um panda. Espero que volte no ‘Kung Fu Panda 2’ para voltar a fazê-lo.
– Tem tendência para papéis de vilão.
– Pois. Mas tenho filmes em que não sou vilão.
– Gosta de fazer de vilão?
– Não me importo nada. Às vezes, os vilões têm mais piada do que os outros.
– E na vida pessoal?
– Sou um bom rapaz com alguns defeitos. Pessoas perfeitas, para mim, não pegam.
– Como foi trabalhar com o seu filho no filme espanhol ‘Oscar: Una PasiónSurrealista’, onde ele fez o seu papel enquanto adolescente?
– Ele estava muito nervoso e eu fiquei também. Agora percebe porque é que o pai fica tenso antes de um filme. Esteve quatro dias sem ir à casa de banho por causa dos nervos.
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