Pai Natal une-se a coelho da Páscoa contra papão (COM TRAILER)
A Pixar que se cuide! Numa altura em que o melhor estúdio de animação parece começar a fraquejar nas suas apostas mais fortes – ‘Brave: Indomável’ tinha belas imagens mas sabia a mais do mesmo… – a Dreamworks mostra que não está a dormir: depois da óptima recepção de ‘Madagáscar 4’, o estúdio apresenta agora uma bela fábula que brinca com os mitos infantis, ‘A Origem dos Guardiões’, a partir de hoje nas salas.
Trata-se de um épico cheio de ternura que tinha tudo para se tornar piroso e apenas recomendado a crianças. Senão veja-se: a premissa conta como o Pai Natal, o coelho da Páscoa, ‘Sandman’ (a lembrar João Pestana…) ou a Fada dos Dentes se unem contra o poder sombrio do papão, que quer fazer com que as crianças deixem de acreditar na fantasia.
Depois, vem ‘Jack Frost’, uma simpática figura que aparece do frio e que está cansada de ser invisível para os mais novos. Resultado? É nomeado guardião para se juntar ao grupo e impor a ordem nos sonhos dos mais pequenos, numa realidade paralela que lembra a criatividade de ‘Monstros e Companhia’ e – por que não? – o universo festivo de ‘O Estranho Mundo de Jack’. Sem contudo atingir a perfeição destes dois exemplos...
Alguém com mais de dez anos tem paciência para isto? Aí é que está… Embora a narrativa central, que se esforça por repescar lendas e mitos infantis, nem sempre tenha a dinâmica e complexidade necessárias, o delírio visual é um enorme trunfo. Que tira todo o partido da técnica 3D (e por isso altamente recomendável).
‘A Origem dos Guardiões’ será uma enorme diversão para os mais pequenos neste período natalício, mas os mais crescidos também se vão deixar envolver pelo grafismo apurado e a componente de ternura (nunca enjoativa) das personagens. Neste mergulho onírico, a aposta está nos pormenores, desde as peripécias dos pequenos duendes, ao confronto místico com o vilão ‘Pitch’ (que na versão original conta ainda com a mais-valia que é a voz de Jude Law).
Usando com primor um chorudo orçamento de 110 milhões de euros, este filme tem tudo para figurar nos clássicos da animação. Que, no futuro, passará vezes sem conta por alturas do Natal.
A Pixar deve estar a suspirar de inveja…
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