Palácio da Ajuda com obras de 12,8 milhões de euros
Obras no âmbito do PRR têm de estar terminadas até dia 31 de agosto.
O Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, cuja construção foi iniciada em 1802, vai reabrir, renovado, até ao final do ano, após obras de requalificação, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor total de 12,8 milhões de euros – as intervenções vão, no entanto, continuar mesmo depois desta fase.
As obras, iniciadas há mais de um ano, afetaram diferentes áreas e artes do palácio, desde a estrutura às fachadas e decoração, e permitirão a abertura ao público de três salas encerradas há mais de um século. Abrangeram os torreões do PNA, salas como o ateliê do rei D. Luís e o telhado, numa área de total de 10 mil metros quadrados de telhas, porém, o antigo palácio real manteve-se visitável no decorrer da intervenção, que tem de estar terminada no próximo dia 31 de agosto, prazo final do PRR. “No conjunto, são várias empreitadas em simultâneo, a maior das quais é as coberturas, efetivamente, com um montante de 6,5 milhões de euros”, revela João Soalheiro, presidente do conselho diretivo do Património Cultural - Instituto Público, garantido que foi feita “uma gestão muito metódica dos financiamentos e o mercado obrigou em várias circunstâncias a fazer reafetação e reajustes”.
As três salas que vão ser abertas ao público, designadas como “do Tesouro”, foram no reinado de D. Luís visitáveis pelo público, mas após a morte do monarca, em 1889, deixaram de o ser e passaram a constituir sala de reservas e num futuro percurso de visitas serão “reservas visitáveis”, explica o diretor do Palácio da Ajuda, José Alberto Ribeiro.
No total estão a realizar-se, em todo o território nacional, intervenções em 85 monumentos.
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