Peça evoca Fernanda Lapa de alma e corpo inteiros

Espetáculo assinala os cinco anos da morte da atriz e encenadora. Amigos e colaboradores juntaram talentos neste projeto.

16 de março de 2025 às 01:30
Ensaio de imprensa da peça "Deseja-se Fernanda!" Foto: JOSÉ SENA GOULÃO/Lusa
A encenadora Cucha Carvalheiro
Fernanda Lapa (1943-2020)

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Foi com a peça ‘Deseja-se Mulher’, de Almada Negreiros, que Fernanda Lapa se estreou profissionalmente: primeiro como atriz; depois como encenadora. Para assinalar os cinco anos da morte da criadora – e os 30 da companhia que fundou, em 1995 (a Escola de Mulheres) – amigos e “cúmplices artísticos” juntaram-se numa homenagem em forma de espetáculo. Deram-lhe o título ‘Deseja-se Fernanda’ e o resultado está em cena no Teatro São Luiz, em Lisboa, até dia 23.

No palco, o cenário (de Ana Vaz) recria o ambiente de cabaré: há um piano; uma cortina e um palco de veludo vermelho; mesas e cadeiras de bar; manequins que envergam pérolas e plumas. E é neste mundo teatral que se desfilam as memórias de Fernanda Lapa (1943-2020), reconstruídas pela pena de Ana Lázaro, que recorreu a várias fontes – incluindo relatos de quem conviveu com a homenageada. A encenação, essa, está nas mãos de Cucha Carvalheiro, que tantos anos trabalhou com Fernanda Lapa e que conta ao CM que “houve momentos de muita alegria e emoção na construção deste espetáculo”. “É um projeto muito feliz. Quis que tivesse música, que fosse uma celebração, e que lembrasse as várias vertentes da Fernanda – sem esquecer a sua militância política e a luta que empreendeu contra a invisibilidade das mulheres, tanto na sociedade como no teatro”, sublinha. Em cena, Ana Sampaio e Maia, Carla Bolito, Margarida Cardeal e Marta Lapa dividem as falas (e as canções): ora encarnam Fernanda ora as personagens que interpretou. Luís Gaspar dá voz à autora e Nuno Vieira de Almeida toca, ao piano.

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