Petição para salvar casa de Garrett

A Câmara Municipal de Lisboa (CML), o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) e o Instituto Camões vão receber hoje uma petição com cerca de 2300 assinaturas de lisboetas, portugueses e estrangeiros contra a demolição da casa onde, em 1854, morreu Almeida Garrett e onde o escritor viveu os últimos dois anos da sua vida.

04 de fevereiro de 2005 às 00:00
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A casa, sita na Rua Saraiva de Carvalho, nº 66-68, foi adquirida por uma empresa imobiliária e está desde Setembro em vias de vir abaixo para dar origem a um condomínio privado. O acto só ainda não foi consumado porque o Pelouro da Cultura da Câmara de Lisboa ainda não se pronunciou sobre o caso, algo que está para fazer desde Outubro do ano passado, soube o CM.

“Esperamos com isto sensibilizar a Vereação da Cultura para a urgência em impedir a demolição do edifício e para a enorme mais-valia que a sua adaptação a casa-Museu poderá dar à nossa cidade, aos lisboetas e a todos os visitantes de Lisboa” pode ler-se na petição.

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O documento lembra ainda ao IPPAR que o “edifício tem características arquitectónicas, de memória e de inserção naquela artéria e naquele bairro de Lisboa” e lembra ao Instituto Camões que “Almeida Garrett é um dos pilares da língua e da cultura portuguesas”.

A referida petição tem a particularidade de chegar àquelas três instituições no preciso dia em que se comemora o 206.º aniversário da morte do escritor.

O CM tentou, entretanto, obter uma explicação do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, relativamente à demora na emissão de um parecer sobre o edifício que se encontra abandonado há anos, mas até ao fecho desta edição todos os contactos se mostraram infrutíferos.

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