Polémica continua 5 anos após a morte de Michael Jackson
Lucro da empresa que gere bens do cantor é superior ao que o artista tinha no início da carreira.
O cantor norte-americano Michael Jackson morreu há exatamente cinco anos, a 25 de junho de 2009, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. Na altura, o "rei da música pop" estava a preparar uma 'tournée' com mais de 50 concertos cujo objetivo era evitar a falência. Hoje, meia década após a sua morte, a empresa Michael Jackson Estate, que gere os seus bens, tem uma receita que ultrapassa os 700 milhões de dólares (cerca de 415 milhões de euros).
“Michael Jackson está a fazer mais dinheiro agora, cinco anos depois da sua morte, do que no início da sua carreira”, revelou Zach Greenburg, autor do livro ‘Michael Jackson Inc.’, à AFP.
Apenas algumas horas depois da confirmação da morte do "rei da pop", a música ‘Thriller’ (pode ouvir no vídeo publicado no final do texto) voltou a liderar o top de vendas do iTunes.
RELATÓRIO MÉDICO APONTA PARA HOMICÍDIO
O dia fatídico de Michael Jackson começou com um desmaio numa casa alugada em Los Angeles. As equipas de emergência médica tentaram reanimar o cantor durante uma hora, mas sem sucesso. Foi declarado morto às 22h26 (hora portuguesa).
Pouco depois, soube-se que o norte-americano registava níveis letais de propofol, um anestésico muito forte, no corpo e outras drogas utilizadas para combater insónias e ansiedade.
Em agosto de 2009, o relatório do médico legista de Los Angeles referia que a morte do "rei da pop" se tratou de homicídio. “A causa da morte foi estabelecida: uma intoxicação aguda por propofol”, podia ler-se no relatório médico.
Conrad Murray, o médico que administrou propofol a Michael Jackson, foi considerado culpado da morte e acabou por ser condenado, em 2011, a quatro anos de prisão por homicídio involuntário. Mais tarde, a pena foi reduzida para metade devido a uma lei do estado norte-americano da Califórnia para reduzir o número de reclusos nas prisões.
Em dezembro do ano passado, Katherine Jackson, a mãe do cantor, reabriu o processo sobre a morte do filho. Na opinião da progenitora, a produtora dos concertos da 'tournée' que o norte-americano estava a preparar, a AEG Live, foi negligente ao contratar o médico Conrad Murray para acompanhar o filho.
Já este ano, em abril, Katherine Jackson foi obrigada a pagar mais de 800 mil dólares (579 mil euros) à AEG Live por custos relacionados com esta ação judicial.
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