Polícia suspeita da mesma quadrilha

A Polícia Federal do Rio de Janeiro considera ser grande a hipótese do assalto ao Museu da Cidade – de onde, na segunda-feira, foram roubadas peças do tempo do Império português – ter sido realizado pela mesma quadrilha que, a 24 de Fevereiro, levou quatro telas do Museu Chácara do Céu. No assalto de anteontem, os ladrões optaram por objectos de prata, marfim e ouro extremamente valiosos em termos culturais e históricos.

08 de março de 2006 às 00:00
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O Museu da Cidade, que pertence à Câmara Municipal e fica na Gávea, zona Sul do Rio, foi assaltado por dois homens com armas de grande calibre, que aproveitaram o facto do espaço estar fechado ao público, escolheram os objectos e saíram da mesma forma que chegaram – a pé –, depois de roubarem e fecharem os funcionários numa casa de banho.

Uma actuação muito semelhante à dos quatro homens que roubaram o Chácara do Céu, de onde levaram quatro quadros de Dali, Picasso, Monet e Matisse, que continuam desaparecidos.

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Em ambos os casos, realça a Polícia, os roubos parecem ter sido encomendas. No Chácara do Céu, os bandidos foram directamente às obras que levaram; anteontem, um dos criminosos esteve a consultar uma folha de papel durante a operação.

Entre os valiosos objectos levados estão uma espada de prata, uma bengala com enfeites e detalhes em ouro, um sabre de marfim e duas condecorações com partes em ouro, tudo do século XIX.

MOTORISTA DETIDO DE NOVO

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Foi ontem detido, pela segunda vez – e, provavelmente, de vez –, o motorista que, a 24 de Fevereiro, transportou os assaltantes do Museu Chácara do Céu. Ao ser detido três dias após o assalto, o homem dissera que estava a passar por acaso na rua que fica nas traseiras do Museu quando quatro homens, de armas em punho, o forçaram a levá-los até um largo no centro da cidade.

Na altura, a Polícia acreditou na história e libertou-o depois do depoimento. Mas novos dados, entretanto recolhidos, fazem as autoridades declararem agora que o homem não é um simples motorista que passava pelo local, mas faz realmente parte da quadrilha.

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