Poucas palavras e muita guitarra
Sofreu uma intoxicação alimentar anteontem, em Madrid, mas não quis cancelar o concerto dos Smashing Pumpkins. E ontem à noite, em Lisboa, a possível debilidade de Billy Corgan esfumou-se mal pisou o palco do Campo Pequeno. Nem parecia que ainda há 24 horas estava doente.
"Passei o dia todo a vomitar por causa de uma intoxicação alimentar mas os médicos puseram--me de pé", escrevera o vocalista norte--americano no Twitter.
Uns muito acústicos ‘Quasar’ e ‘Panopticon’, do álbum ‘Oceania’, que os Smashing Pumpkins vão lançar em 2012, arrancaram uma noite em que a música seria o mais importante. Billy Corgan adiantara ao CM que não iria falar muito entre temas – como foi seu costume ao longo de 25 anos –, e cumpriu a promessa. Uma hora volvida de concerto e o fundador da banda de Chicago nem sequer se dirigira ao público. A comunicação não foi além dos momentos em que se aproximou um pouco mais da plateia.
Num palco despojado cenicamente, contaram o jogo de luz e a sonoridade estridente mas afinada dos mais antigos ‘Starla’, ‘Geek USA’ (de ‘Siamese Dream’), ‘Muzzle’ (‘Mellon Collie and the Infinite Sadness’) ou ‘Window Paine’ (de ‘Gish’).
Além de canções mais conhecidas, escutar-se-iam ainda outros temas novos de ‘Oceania’, que, a avaliar pela reacção da arena repleta de gente, foram aprovados. Os norte-americanos terminam a digressão europeia hoje, no mesmo local, a partir das 20h00, com primeira parte dos Ringo Deathstarr.
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