PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS PARA CLAUDIO MAGRIS
O escritor italiano Claudio Magris foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes 2004.
Margis, de 65 anos, autor de obras como 'O Danúbio' (D. Quixote), 'Um Outro Mar' (Asa) e 'Ilações sobre um sabre' (Difel), foi proposto para o galardão pelo alemão Hans Magnus Enzesberger e Ryszard Kapuscinsky, Prémios Príncipe das Astúrias da Comunicação e Humanidades 2002 e 2003, respectivamente.
Na opinião do júri, Magris "encarna, na sua escrita, a melhor tradição humanista e representa a imagem plural da literatura europeia do início do século XXI".
A obra de Magris reflecte "uma Europa diversa e sem fronteiras, solidária e disposta ao diálogo de culturas", acrescentou o júri.
Após conhecer a notícia, Magris disse estar "muito contente e surpreendido" pela atribuição do galardão, pois, disse, "nunca me tinha passado pela cabeça chegar a receber este prémio mítico".
Nascido em Trieste em 1939, Magris reconheceu ter começado tarde a dedicar-se à ficção. Em toda a sua obra - dividida entre ensaios, romances e relatos de viagens - há uma nota comum de querer abordar a realidade e o mundo que o rodeia. "Atrai-me mais a verdade que um mundo que eu possa inventar", garantiu o autor, que negou que a sua obra seja marcada pelo pessimismo.
A 24.ª edição do prémio tem um valor de 50 mil euros, além de uma escultura do artista Joan Miró. O galardão será entregue em Oviedo em Outubro, numa cerimónia presidida pelos Príncipes das Astúrias.
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