Projeto Amália Hoje apresenta-se esta noite no Coliseu do Porto

Sónia Tavares revela detalhes dos concertos e recorda o início do grupo.

01 de março de 2025 às 01:30
Projeto Amália Hoje Foto: Simão Lopes
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Ainda Sónia Tavares era uma jovem adolescente, mui- to longe de pensar vir a ser cantora, quando uma amiga lhe mostrou no rádio do carro ‘Summertime’, cantado por Amália Rodrigues. “Foi a partir daí que eu percebi que nada era tão simples quanto parecia”, diz. Mal sabia, a cantora dos The Gift, que um dia daria voz às canções da diva do fado através do grupo Amália Hoje (inclui ainda Nuno Gonçalves, Fernando Ribeiro e Paulo Praça). O projeto nasceu há 16 anos, inicialmente apenas para a gravação de um disco e dois concertos, mas a verdade é que ainda cá anda. “Correu muito melhor do que estávamos à espera. O projeto re- bentou, chegámos a quádrupla platina e os concertos foram aparecendo”, começa por lembrar Sónia Tavares, ironizando: “Como se não bastasse, ainda casei com o cantor [Fernando Ribeiro] e tive um filho.”

Depois de alguns concertos em 2024 e da gravação de um novo fado, ‘Fado Amália’ (um dos temas mais emblemáticos da diva do fado), o grupo está de volta aos palcos, este sábado no Coliseu do Porto e dia 7 no Coliseu de Lisboa. Além dos músicos habituais, nestes espetáculos o projeto terá um quarteto de cordas e um coro, e apresentará quatro fados novos: ‘Barco Negro’, ‘Estranha Forma de Vida’, ‘Povo que Lavas no Rio’ e ‘Lisboa Não Sejas Francesa’. “Vamos também contemplar alguns conteúdos, porque a ideia é fazer com que a Amá- lia esteja também em palco”, avança Sónia Tavares, destacando “um espetáculo com investimento do próprio grupo, que uma vez mais arregaçou as mangas e voltou aos palcos com o projeto”.

Apesar de, desde o primeiro momento, o grupo ter a aprovação da Fundação Amália, Sónia Tavares, guarda uma espécie de dúvida eterna. “Pergunto-me todos os dias o que estará a Amália (1920-1999) a pensar disto tudo. Não sei se ela se identificaria com o género musical – provavelmente sim, até porque ela era mente aberta – mas garanto que tenho a minha necessidade de aprovação”.

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