Regina Duarte: “Agora ele faz parte da gente”

Esta segunda-feira, o Cinema São Jorge, em Lisboa, encheu-se para duas sessões memoráveis: a do documentário sobre a novela ‘Roque Santeiro’; e a do filme sobre os dez anos de ‘Cidade de Deus’.

08 de abril de 2014 às 16:41
Cultura, Cinema, Regina Duarte, José Wilker, Cinema São Jorge, FESTin Foto: Lusa
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Foi uma sala cheia que recebeu – e aplaudiu, com entusiasmo – a atriz brasileira Regina Duarte, para recordar a sua mítica e colorida interpretação da viúva Porcina na famosa novela ‘Roque Santeiro’.

O motivo desta viagem a Lisboa foi a exibição do documentário ‘A Arte de Representar – A Saga da Novela Roque Santeiro’, assinado por Lúcia Abreu, presente na secção competitiva documental do FESTin, o Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa. Curiosamente, um filme que “começou em Cascais, em 2001”, como revelou a realizadora.

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“Estive muito triste estes dois últimos dias. E a única forma de me alegrar, de me recuperar do choque, da surpresa, da perda [de José Wilker] é imaginar que o universo é um corpo só”, referiu Regina Duarte, lamentando a perda do colega no sábado passado, no Rio de Janeiro. “E como diz a minha neta, ‘quando a gente vai embora desse planeta, a gente vira estrelinha’. Ele agora é uma estrelinha, e nós todos somos um corpo só. E ele faz parte da gente. Está-nos vendo. E está feliz.”

Naturalmente, o muito esclarecedor documentário serviu para muitos dos presentes recordarem personagens inesquecíveis, como Lima Duarte no papel de Sinhozinho Malta e o próprio José Wilker, afinal de contas o verdadeiro Roque Santeiro. Uma viagem no tempo apoiada por depoimentos de estrelas da televisão brasileira, como Betty Faria e Marcos Paulo, bem como do argumentista Aguinaldo Silva e do realizador Paulo Ubiratan, que recordaram as peripécias do projeto.

Um sonho que foi adiado por dez anos, depois do chumbo pela censura, em 1975, da primeira versão, e que viria a tornar-se o maior êxito de sempre da televisão brasileira.

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Terça-feira, ao serão, poderão ainda ser vistos ‘O Testamento do Sr. Napumoceno’, de Francisco Manso (20h30); ‘Vazio Coração’, de Alberto Araújo (21h30); e ‘Dossiê Jango’, de Paulo Henrique Fontenelle (22h00).

O FESTin encerra amanhã, quarta-feira, à noite, com o filme de Betse de Palma ‘Vendo ou Alugo’.

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