RICKY SEABRA FALA SOBRE O 11 DE SETEMBRO
Os ataques contra as Torres Gémeas a 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, inspiraram o monólogo 'Aviões e Arranha-Céus', que o artista brasileiro-americano Ricky Seabra traz esta noite ao palco do grande Auditório da Culturgest, em Lisboa.
Trata-se de uma performance a solo que o artista e designer - que nasceu em Washington, cresceu em Brasília e tem estado a viver na Holanda nos últimos oito anos - descreve como um "monólogo manipulado".
Durante pouco mais de uma hora, o espectador ouve um texto poético em que o artista recorda o seu fascínio pelas Torres Gémeas, onde, em criança, costumava passar muito tempo a observar o movimento dos aviões.
Ao mesmo tempo que projecta imagens que aludem à importância histórica do edifício, reflecte ainda sobre as razões que estão por trás dos terríveis acontecimentos de 11 de Setembro e recria, através da manipulação de imagens, o cenário de horror que os nova-iorquinos viveram há três anos.
Refira-se que este é apenas um dos espectáculos com que este 'performer' tem corrido mundo. Anteriormente, concebeu e apresentou - tanto nos Estados Unidos como no Brasil e na Europa - 'Da Areia para o Mar', 'A Casa de Niemeyer' e 'Estranha Circuncisão', um monólogo sobre a mutilação genital.
'Aviões e Arranha-Céus' repete amanhã, às 21h30.
Entretanto, a programação de teatro da Culturgest prossegue nos próximos dias 1 e 2 de Julho com a apresentação de outro monólogo. Falamos de 'O Meu Braço', um espectáculo escrito e interpretado por Tim Crouch e que, à laia de conferência, nos conta a história de um rapaz que um dia decide levantar o braço e deixa-o assim durante 30 anos.
'O Meu Braço' é para ver também às 21h30.
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