'Robocop' com alma regressa ao futuro
O ícone de ação ‘Robocop' volta para enfrentar desafios do século XXI e traz o brasileiro José Padilha, de ‘Tropa de Elite', na musculada realização.
Em Hollywood nada se perde, tudo se recicla. No campo da ficção científica, a regra parece estar a ganhar força e após ‘Desafio Total' (2012) um outro trabalho do realizador controverso Paul Verhoeven volta 27 anos depois. O filme ‘Robocop' chega hoje às salas e traz a mesma premissa, mas um orçamento superior a 80 milhões de euros.
De novo centrada numa Detroit futurista, de 2028, a ação mostra até onde o homem e a máquina podem conviver num corpo. Depois de quase morrer num atentado, Alex Murphy (agora vivido pelo sueco Joel Kinnaman) torna-se experiência científica e ‘ressuscita' como ‘Robocop', máquina justiceira perfeita, até ter de lidar com as emoções.
Ao serviço da multinacional OmniCorp, este produto da tecnologia quer ser a prova de que o crime não compensa. Mas a consciência, para lá do aço e dos píxeis, vai baralhar tudo e lutar para voltar ao conforto familiar. Numa alusão musculada que lembra ‘Frankenstein', a produção de luxo interessa-se mais pelos efeitos visuais ruidosos e menos pelas implicações humanistas. Sem a inocência do filme original, este remake serve de entrada para José Padilha (de ‘Tropa de Elite') em Hollywood.
Mas nem tudo correu bem: o brasileiro terá confessado que a pressão foi grande e que, por cada dez ideias que tinha em mente, nove eram rejeitadas. "A compaixão, o medo e o instinto vão sempre interferir com o sistema", desabafa a certa altura o cientista de Gary Oldman. Moral da história, agora como em 1987: ninguém é perfeito.
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