Ruína grega 'famosa' afinal era falsa

Turistas chegaram a pagar 40 euros para visitar uma suposta construção histórica com milhares de anos que, afinal foi construída no século XXI e propositadamente envelhecida para parecer uma ruína grega.

30 de agosto de 2026 às 01:30
Ruína grega em Itália era falsa Foto: DR
Arqueologia moderna: uma ruína grega construída no século XXI Foto: DR
Ruínas gregas falsas em Itália atraíram turistas Foto: DR

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Durante dois anos, entre 2014 e 2016, turistas de várias partes do mundo foram enganados, na região de Veneto, Itália, ao pagarem até 40 euros para visitar aquilo que era apregoado como um antigo anfiteatro grego com milhares de anos mas que na realidade era um embuste: uma construção moderna criada para parecer antiga.

O responsável pelo espaço, Franco Malosso, de 69 anos, foi detido este mês, depois de uma investigação que se prolongou durante cerca de uma década. Está acusado de falsificação de obra de arte, construção ilegal e destruição de uma paisagem protegida.

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Segundo a versão apresentada pelo burlão, o anfiteatro teria sido descoberto por si em 2005. Contudo, as provas recolhidas demonstraram que o local foi edificado artificialmente. Malosso fez uma bancada semi-circular, à qual acrescentou colunas de cimento, estátuas de gesso e até um pequeno lago. Depois, contratou trabalhadores para darem à estrutura um aspeto envelhecido.

A fraude foi descoberta em 2016. Uma inspeção realizada pelas autoridades do Património confirmou as suspeitas em apenas um dia. Havia ainda vários sinais que contradiziam a versão de Malosso: a construção tinha o formato de um leque (e não oval, como seria de esperar) e a presença de vestígios gregos naquela zona do norte de Itália levantava sérias dúvidas históricas. Ainda assim, o espaço, conhecido como Anfiteatro Berico, Anfiteatro Marittimo Berico e Anfiteatro Porta degli Angeli, recebeu milhares de vistantes e vários espetáculos. No TripAdvisor, acumulou avaliações positivas de visitantes que o descreviam como um lugar “único no mundo” e elogiavam o proprietário pela forma como contava a história do monumento.

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