Sete mil anos de arte persa

Lisboa é a última capital europeia a apreciar as 178 peças de grande valor arqueológico e histórico.

05 de abril de 2005 às 00:00
Sete mil anos de arte persa Foto: d.r.
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Estabelecer um diálogo entre Portugal e o Irão, dando a conhecer a impressionante cultura pré-islâmica daquele país asiático, é um dos objectivos da exposição ‘7000 Anos de Arte Persa – Obras-primas do Museu Nacional do Irão’, a inaugurar hoje, no Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

“A mostra desempenha igualmente um papel muito importante na aproximação das nações, pois esta é a primeira vez que, desde a revolução islâmica de 1979, este valioso conjunto de obras de arte é apresentado em vários países da Europa”, explicou o primeiro secretário da Embaixada da República Islâmica do Irão em Portugal, Hamid Reza Nikbakht.

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Lisboa é a última cidade a apreciar esta exposição, após uma itinerância internacional iniciada na Áustria em 2000 e que incluiu a Alemanha, Bélgica, Espanha e Croácia. Ao longo de cinco anos, este tesouro cultural do Museu Nacional do Irão foi visto por mais de um milhão de visitantes.

OBJECTOS DE CULTO

A mostra apresenta 178 peças de grande valor arqueológico e histórico que proporcionam um testemunho único do grandioso passado do Irão, do período neolítico às dinastias Aqueménida, Selêucida, Arsácida (partos) e Sassânida. Ou seja, de 5000-3000 a.C. até aos primórdios da arte islâmica, 661-750 d.C.

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A iniciativa é dividida em 13 núcleos. Os primeiros oito são dedicados às peças encontradas em várias zonas geográficas do Irão, constituído, sobretudo, por objectos de culto e oferendas fúnebres, sendo a peça mais antiga uma figura feminina em terracota, datada de 6500 a 6000 a.C.

Este núcleo reúne ainda estatuetas em terracota, taças em cerâmica pintada, paletas de maquilhagem em pedra calcária, porta-oferendas em cerâmica, placas decorativas e machados cerimoniais, entre outras peças.

Os restantes cinco núcleos apresentam objectos achados em palácios, templos, casas do tesouro e bibliotecas. São utensílios de uso quotidiano assim como peças de ourivesaria e decoração. Interessante é o exemplar do Alcorão em formato horizontal, datado dos séculos IX-X d.C. Em pergaminho, este tipo de manuscrito – muito frequente nos primeiros séculos posteriores à islamização – é considerado das obras mais belas da arte do livro islâmico.

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A NÃO PERDER

‘7000 Anos de Arte Persa - Obras-primas do Museu Nacional do Irão’ poderá ser visitada a partir de amanhã e até 5 de Junho, na Galeria de Exposições Temporárias do Museu Calouste Gulbenkian, de terça--feira a domingo, das 10h00 às 18h00. No feriado de 1 de Maio, estará encerrada.

A partir do próximo dia 13, o Museu vai organizar visitas orientadas, às quartas e sextas-feiras, às 15h00, bem como nos domingos 17 de Abril e 29 de Maio, às 11h00. A inscrição individual ou familiar é feita até 10 minutos antes, na recepção da exposição (gratuita).

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Para a inscrição de grupos, os interessados devem contactar o museu através do número de telefone 217823455/6, ou os e-mails: dcerqueira@gulbenkian.pt, isilva@gulbenkian.pt e mrazevedo@gulbenkian.pt. O ‘site’ www.museu.gulbenkian.pt (carbono 14) tem à disposição dos cibernautas mais informação sobre esta exposição, iniciativa do Kunsthistorisches Museum de Viena e Museu Nacional do Irão. O catálogo reúne textos de vários especialistas, cuja investigação permite um contacto mais próximo com as peças expostas.

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