Shakespeare ‘ocupa’ Carmo com palavras
‘Cimbelino’ é representado ao ar livre.
Não é a primeira nem a segunda, mas a terceira vez que o encenador António Pires decide usar o Carmo como cenário para montar espetáculos de teatro. Depois de Federico García Lorca, chegou a vez de Shakespeare ocupar as ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, e convidar o público em geral – sem esquecer os turistas que nos visitam neste mês – para ir ver ‘Cimbelino’ ao ar livre, com as estrelas no céu a fazerem a iluminação natural.
António Pires diz que os projetos têm agradado, daí ameaçarem tornar-se tradição em agosto. "O espetáculo começa quando ainda há uma réstia de luz do sol e avança pela noite dentro, quando as estrelas começam a brilhar", conta. "É uma experiência mágica e o público adora. Tanto que esgotámos sempre com o Lorca e esperamos igual sucesso com esta peça do William Shakespeare."
Neste ‘Cimbelino’, espécie de súmula de outras peças do dramaturgo que morreu há precisamente 400 anos, Adriano Luz é o rei da Britânia e Rita Loureiro a sua segunda esposa. O conflito surge quando o rei percebe que a sua filha Imogénia casou, em segredo, contra os seus desejos, mas, uma vez que se trata de uma comédia, tudo acabará bem, com os amantes felizes e o futuro do reino garantido.
O texto usado no Convento do Carmo é uma versão cénica de Luísa Costa Gomes e do próprio António Pires, "que se percebe todo, do princípio ao fim", e que pode ser ouvido todos os dias, a partir das 21h00, até 13. Os bilhetes custam de 10 a 15 euros.
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