Sting reabre Bataclan um ano depois dos atentados
Cerca de 1500 bilhetes para concerto desapareceram em apenas uma hora.
O Bataclan, em Paris, reabre hoje à noite, véspera do primeiro aniversário dos atentados terroristas que custaram a vida a 90 pessoas, quando assistiam a um concerto dos Eagles of Death Metal.
Completamente renovada, após oito meses de obras, a sala de espetáculos parisiense volta a encher, desta vez para ouvir Sting.
Os bilhetes, cerca de 1500, postos à venda na passada terça-feira, esgotaram em apenas uma hora. "Aceitei este convite, primeiro para recordar e honrar os que perderam a vida no ataque há um ano, e segundo para celebrar a vida e a música que esta sala histórica representa. Ao fazê-lo, espero respeitar a memória e o espírito dos que tombaram. Não os esqueceremos", escreveu o músico, de 65 anos, na sua página oficial.
Sting, que já tinha tocado no Bataclan em 1979, não cobrará cachet pelo concerto, já que todas as receitas revertem a favor das duas associações de apoio aos sobreviventes e famílias das vítimas dos atentados: Life for Paris e 13 Novembre: Fraternité Verité.
A funcionar desde 1865 , o Bataclan já recebeu nomes como Velvet Underground, the Clash e Prince. Depois de vários músicos franceses declinarem o convite para reabrir a sala, devido ao peso emocional que o evento acarreta, já foram agendados 24 concertos.
O próximo artista a pisar o palco será Peter Doherty (dia 16), que também já esgotou, seguido de Youssou N’Dour, Marianne Faithfull e os portugueses Resistência, que atuam a 29 de janeiro.
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