CCB mostra a peça mais sangrenta de Shakespeare
Espetáculo da companhia Estrutura estará em Lisboa até dia 23 de janeiro.
Violações, mutilações, decapitações, canibalismo. São alguns dos temas da peça ‘Titus Andronicus’, de William Shakespeare (e, diz-se, de George Peele), que a companhia de teatro Estrutura adaptou e está a apresentar no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, até dia 23. Oespetáculo, intitulado, apenas, ‘Titus’, dilui a barreira entre tragédia e comédia, mas segundo José Nunes (que assina a encenação juntamente com Cátia Pinheiro), “não deixa de pretender criar um conflito moral no espectador: rir do horror é possível, mas nem todos o sentem como legítimo”. “Há muito tempo que queríamos levar este texto, que nos fascina, à cena”, admite o criador.
“Por ser imperfeito, por ser sanguinário, por ter sido ostracizado durante tanto tempo... Mas nunca, como agora, ele nos pareceu tão pertinente. Em tempo de guerras e conflitos, como aquele em que vivemos, passa a fazer mais sentido do que nunca.”
Para adaptar o texto, José Nunes e Cátia Pinheiro aliram-se ao humorista Hugo van der Ding. Na encenação, optaram por “uma estética sanguinária à moda de Quentin Tarantino”. Em palco, brincam à violência os atores Cátia Pinheiro, João Nunes Monteiro, João Oliveira, Maria Inês Peixoto, Pedro Frias, Roldy Harrys, Rui Maria Pêgo, Tiago Jácome, Tita Maravilha e Vicente Gil.
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