Eurovisão desperta polémica em palco
Espetáculo de Henrique Feist sobre os 70 anos do concurso chega ao Variedades.
No ano em que se assinalam os 70 anos do Festival Eurovisão da Canção, prepara-se, em Viena, na Áustria, a mais polémica de todas as edições. Cinco países já anunciaram que vão boicotar o evento – em protesto contra a participação de Israel (em conflito com a Palestina) – e, por cá, dezassete artistas, entre os quais Cristina Branco, Bateu Matou, Rita Dias e Djodje, já fizeram saber que, em caso de vencerem o Festival RTP da Canção, recusam representar Portugal neste concurso.
Ora não há melhor altura para ver, ou rever, ‘Balas e Purpurinas’, o espetáculo com que Henrique Feist conta a história desta celebração musical, não pela perspetiva das canções, mas pelas questiúnculas políticas que sempre a marcaram. “A Eurovisão, que era suposto ser um palco neutro para a Europa exibir os seus valores musicais, foi, desde o início, território de guerras e guerrilhas, onde se limparam armas e se anunciaram invasões”, afirma o encenador.
O espetáculo, que lotou sessões no Casino Estoril no ano passado, chega agora ao Teatro Variedades, em Lisboa, para duas apresentações únicas – nos dias 3 e 4 de março – que coincidem com o fim do Festival RTP da Canção 2026 (que acontece a 7). Os bilhetes, já à venda, estão “a voar”.
“Além de recordarmos as canções que passaram pela Eurovisão e que ficaram na História, mesmo sem ganharem o concurso, lembramos o que estava a acontecer nos países nas sucessivas edições e revelamos as intrigas que decorriam nos bastidores e que se vieram a conhecer mais tarde...”, anuncia Henrique Feist, que também integra a produção como ator, partilhando o palco com Valter Mira, Catarina Clau e Filipa Azevedo. “Tenho a certeza de que vamos esgotar rapidamente. Há muita gente que lamentou ter perdido a oportunidade de ver ‘Balas’ no Estoril”, conclui.
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