"Tinha muita saudade de cantar pelos motivos certos": Raquel Tavares regressa aos palcos no Coliseu de Lisboa

Fadista apresenta o novo disco, 'Deles Por Mim (e à antiga)', onde canta fados escritos e cantados por homens.

05 de dezembro de 2025 às 01:30
Raquel Tavares Foto: Direitos Reservados
Raquel Tavares Foto: Direitos Reservados

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Cinco anos depois de ter anunciado uma pausa na carreira e de ter andado pela representação e pela televisão, Raquel Tavares está agora de volta à música, aos discos e ao fado que sempre a caracterizaram. Este regresso assinala-se esta sexta-feira, dia 5 de dezembro, no palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, onde a fadista se apresenta da forma mais simples, genuína e tradicional. "Este não será um espetáculo com fogo de artifício", começa por avisar a cantora, que apesar de continuar a manter o tabu sobre as verdadeiras razões que em 2020 a levaram a abandonar o fado, lá vai dizendo: "Tinha muita saudade de cantar para as pessoas pelos motivos certos. Esta é das músicas mais bonitas do mundo e eu só quero cantar".

O concerto desta sexta-feira é de resto a concretização de um velho sonho. "É um concerto muito simples, é um 360 graus que é quase como transformar o Coliseu numa casa de fados. Desde que me lembro que queria fazer isto, tornar as pessoas mais próximas do palco, mais próximas de nós e dos músicos e fazer acontecer fado". Em destaque, em palco, estará o novo disco 'Deles por Mim (e à antiga)', acabado de editar, no qual Raquel Tavares canta fados escritos e cantados originalmente por homens, fados esses que sempre lhe disseram que não podia cantar. "Mas tendo em conta que fiz 40 anos, acho que já tenho alguma legitimidade para cantar o que me apetece", justifica a cantora que começou a cantar aos 12 anos e que afiança que o fado continua a exercer sobre si um fascínio especial. "Ainda tenho tantos motivos para cantar esta música que é tão rica e onde me fiz gente. Ao fim destes anos todos ainda me apaixono pelo fado e pelos fadistas".

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Para ouvir estão composições como 'Ai se os Meus Olhos Falassem' (Nóbrega e Sousa), 'Amor é Água que Corre' (Alfredo Marceneiro), 'Por Morrer uma Andorinha' (eternizado por Carlos do Carmo), 'Cravo de S. João' (Aníbal Nazaré, Martinho D’Assunção) ou 'Trigueirinha' (António Vilar da Costa/Jorge Fernando). Esquecidas no espetáculo do Coliseu não serão também as composições que a fadista foi cantando ao longo dos últimos anos. "Claro que vou celebrar as minhas escolhas que me trouxeram a este lugar. Aliás eu já avisei toda a gente que está comigo que eu agora só canto para me divertir, não descurando toda a responsabilidade que isso me traz". 

A fadista será acompanhada, em palco, por Bernardo Viana (Viola Fado), Pedro Viana (Guitarra Portuguesa); e Francisco Gaspar (baixo). Terá ainda como convidados, Jorge Fernando, Custódio Castelo, Diogo Clemente e Ângelo Freire.

Poderá ler uma entrevista de Raquel Tavares, este sábado, na revista 'Vidas' do CM.

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