Trabalhadores do circo desesperam por apoio do Estado
Sem espetáculos, artistas pedem apoio equivalente ao salário mínimo nacional.
Dez artistas circenses juntaram-se, esta quarta-feira à tarde, em frente à Assembleia da República, em Lisboa, para sensibilizar os deputados e o Governo para a precariedade que enfrentam.
A iniciativa foi promovida pelo movimento Juntos Pela Arte. "De momento não temos nenhum apoio do Estado.
O circo tradicional não existe em Portugal, ficou para trás", lamentou Dirce Noronha Roque, porta-voz.
O valor disponibilizado pelo Governo para apoiar o setor da Cultura deixou de fora o circo tradicional e agora estes artistas desesperam por um apoio, que, dizem, deve ser equivalente ao salário mínimo nacional (635 euros). "É impossível viver-se sem rendimentos", explicou ao CM Noronha Roque.
Cinco deputados do BE juntaram-se aos manifestantes, solidários com a sua luta. "Propusemos um subsídio extraordinário para trabalhadores informais. É essencial que não tenhamos pessoas sem rendimentos", alertou a deputada Isabel Pires.
A situação é ainda mais problemática tendo em conta que os municípios não estão a emitir licenças para a instalação de circos até ao fim de setembro.
Isto apesar das atividades circenses estarem autorizadas a retomar, no cumprimento das regras, desde 1 de junho.
Pormenores
Retoma das touradas
Esta semana tem sido também marcada pelos protestos da tauromaquia, que reclama por ter sido posta de parte pelo Governo no plano de desconfinamento e pede para retomar atividade o mais rápido possível.
Reunião com Marcelo
O coletivo UNIDX – Unidos pelo presente e futuro da cultura em Portugal, que agrega 14 estruturas representativas e grupos formais e informais do setor da cultura e das artes, reuniu-se esta quarta-feira com Marcelo Rebelo de Sousa.
Na 3ª feira, o presidente lembrou que a cultura "faz falta na vida das sociedades".
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