Transborda chega à 6ª edição
Mostra internacional arranca no Dia Internacional da Dança. Evento estende-se pela primeira vez a Lisboa.
A dança não é para uma elite, mas para desfrute da população em geral. Eis a premissa da Transborda – Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada, que este ano chega à 6.ª edição com uma novidade: estende-se, pela primeira vez, a Lisboa (Teatro do Bairro Alto e CAM – Centro de Arte Moderna).
Ao CM, a diretora artística do evento explica que o mote deste ano é a celebração da partilha. “Todos os artistas que convidámos trabalham em contexto de colaboração e manifestam, através das suas obras, o interesse pelo outro e a alegria do encontro, do estar junto”, revela Adriana Grechi.
O programa da mostra, que arranca nesta quarta-feira, 29 – para coincidir com a celebração do Dia Internacional da Dança – integra sete espetáculos, de outros tantos criadores. A saber Dalila Belaza (França); Volmir Cordeiro (FR/BR); Cláudia Dias (PT); Varinia Canto Vila (Chile); Gustavo Ciríaco (PT/BR); Josefa Pereira (PT/BR) e Marcela Levi com Lucía Russo (BR).
Integra, ainda, duas oficinas gratuitas: uma de Rafael Alvarez para maiores de 50 anos; outra de Cláudia Dias, aberta a todos. Ambas têm lugar marcado no Fórum Romeu Correia, Almada, no dia de abertura do evento. “Faz parte da nossa missão abrir estes ateliês à população”, adianta a responsável. “Na medida em que as pessoas experimentam a dança pelo lado prático, deixam de considerar esta arte como algo de distante...”
Além do Fórum Romeu Correia, na Margem Sul a Transborda estende-se ainda ao Teatro Municipal Joaquim Benite, ao Largo do Farol de Cacilhas e à Casa da Dança. Já a extensão a Lisboa era há muito desejada e vai alargar o universo de público a que a Transborda pode chegar. Se no ano passado, os espetáculos atraíram 1650 espectadores, neste ano o evento espera superar os dois mil. Até dia 23 de maio.
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