Três noites loucas com Manuel João

Ele entra em cena vindo das catacumbas do Teatro Municipal São Luiz, rodeado por fumo. Ao seu lado, duas jovens muito belas sorriem enquanto lhes apalpa o rabo. Depois faz um discurso onde garante que Portugal "é um país rico" que "não deve dinheiro a ninguém". Quem é ele?

10 de dezembro de 2009 às 00:30
Três noites loucas com Manuel João Foto: João Miguel Rodrigues
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Manuel João Vieira, que amanhã estreia, às 21h00, no teatro lisboeta a sua mais recente loucura – ‘O Artista Português é Tão Bom Como os Melhores’, espectáculo musical onde retoma os alter egos mais marcantes apresentados nas bandas Ena Pá 2000 e Lello Minsk e deixa que a inspiração do momento aumente o colorido de um guião ‘mais ou menos’ fixo e bastante complexo.

"O espectáculo é um cadáver esquisito", admite o próprio. "É um concerto rock, mas também tem canção, música clássica, bailado. Junta vários tipos de espectáculo. Os números musicais são interrompidos por momentos cénicos e há a figura do apresentador..."

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A ideia deste espectáculo nasceu de uma conversa com o editor David Ferreira, que queria gravar as ‘obras completas’ de Manuel João Vieira em quatro discos e apresentar o projecto ao vivo num concerto no São Luiz. Mas o espectáculo acabou por se emancipar e, sem discos, ocupará o palco principal do teatro durante três dias.

Com uma orquestra sempre em cena (dirigida por Filipe Melo) e encenação de António Pires, o espectáculo conta com vários convidados, como o actor Jorge Silva.

Manuel João Vieira garante que fez um espectáculo para todos, mas a comissão de classificação etária considerou o trabalho para maiores de 16. "É por causa da linguagem do Porto", justifica o músico.

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