Trio viril brinca com os tamanhos (COM VÍDEO)
Uma discussão filosófica sobre quem é ou não é gay. Eis como arranca ‘As Mulheres Não Percebem’..., peça que estreia esta quinta-feira às 21h30 no Teatro Tivoli BBVA, Lisboa, e que junta André Nunes, Rui Unas e Aldo Lima sob a direcção de José Pedro Gomes.
Na primeira apresentação pública do espectáculo, segunda-feira, José Pedro diz que os espectadores começaram a rir no princípio e só pararam no fim.
“Aconteceu algo raro: o texto que os autores nos entregaram praticamente não foi mexido. Tirámos cinco frases, para melhorar os tempos de comédia, mas de resto estava pronto a fazer rir”, conta ele, que regressa à encenação depois de ‘Inox’ e ‘Inox Take 5’.
“Não é algo que me entusiasme muito [a encenação]. Isto é, não fico a pensar no próximo texto que vou levar à cena… Mas desta experiência gostei muito. Gostei de dirigir estes actores tão competentes na comédia e tão disponíveis para trabalhar”, diz José Pedro Gomes.
Assinada por Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira, a peça foi escrita a pensar nos três intérpretes e coloca-os em cena a discorrer sobre alguns dos temas predilectos dos homens. A saber: o tamanho da virilidade masculina; o número de mulheres com quem já foram para a cama; o tipo de carros que conduzem (e respectiva cilindrada).
Um exemplo do humor deste trabalho: “Pensei que ela o tinha deixado quando o encontrou com a gestora de conta./Não. Ela perdoou-lhe. A outra baixou-lhe o spread.”
Os actores dizem que, embora as suas personagens sejam caricaturas, o teor das conversas dos homens, quando estão sozinhos, passa (também) por aqui.
“Os homens quando estão juntos tornam-se muito infantis. Regridem uns anos”, diz Rui Unas, ao que André Nunes acrescenta:
“Há um lado básico nos homens que as mulheres talvez tenham dificuldade em aceitar. Mas a verdade é que ele existe.”
Aldo Lima, que faz a sua estreia teatral neste trabalho, diz que, para além do texto, a motivação para fazer este espectáculo deveu-se muito ao facto do encenador se chamar José Pedro Gomes.
“Trabalhar com o Zé Pedro era um desafio irrecusável e a forma como este espectáculo vai chegar ao público depende muito dele”, conta.
Da antestreia, segunda-feira, os actores retiveram uma experiência muito positiva.
“As pessoas riram-se muito. E elas riram se mais do que eles...”, conclui Rui Unas.
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