Ucrânia: ‘Playboy’ convida cantora das Pussy Riot para pose
A edição ucraniana da revista Playboy convidou uma das cantoras do grupo punk russo Pussy Riot, acusadas de crimes de vandalismo motivado por ódio religioso, a posar na suas páginas centrais, noticiou esta quarta-feira o jornal russo ‘Izvestia’.
"Os nossos leitores são activos das redes sociais onde as Pussy Riot foram as principais heroínas nos últimos meses", disse ao jornal o editor-chefe da Playboy da Ucrânia, Vlad Ivanenko, justificando o convite a Nadejda Tolokonnikova.
O responsável disse que considera a cantora uma artista e que fotos suas na revista seriam bem acolhidas pelos leitores.
Nadejda Tolokonnikova, de 22 anos, Maria Alekhina, de 24, e Ekaterina Samoutsevitch, de 29, foram detidas em Março e estão a ser julgadas desde a semana passada por actos de vandalismo na catedral ortodoxa de Cristo Salvador.
As acusadas, que a 21 de Fevereiro entraram no templo a cantar uma "oração punk" contra Putin, disseram ao tribunal que a canção não pretendia ofender a ética dos ortodoxos, mas sim protestar contra o Presidente russo e o cardeal Kiril, líder ortodoxo russo, que apelou ao voto no Presidente nas eleições de Março.
A canção pedia à Virgem Maria que afastasse o líder russo a semanas da sua eleição para um terceiro mandato.
O sentença deste controverso julgamento será lida a 17 de Agosto e os advogados do grupo punk já disseram que estão dispostos a recorrer qualquer que seja o veredicto, com excepção de inocentes. Planeiam mesmo levar o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
A acusação pediu três anos de prisão para as três jovens que compõem a banda de punk.
O responsável da Playboy da Ucrânia disse que já contactou a defesa de Tolokonnikova para combinar a sessão fotográfica caso aso tribunal decida a sua libertação na sexta-feira.
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