Um filme singular com assinatura ‘fashion’ (COM VÍDEO)
‘Um Homem Singular’ marca a estreia na realização cinematográfica de um dos nomes maiores da Moda mundial. Tom Ford estende assim o talento já reconhecido e aplaudido nas passerelles – para marcas como Gucci e YSL e, agora, assinatura própria – para o grande ecrã e apresenta um primeiro filme pleno de brilhantismo e sentido estético. Uma estreia que deixou boquiaberta a indústria da moda e os críticos de cinema rendidos.
Numa trama ambientada nos anos 60, Colin Firth é o protagonista deste drama que lhe deu o papel da sua vida. Pela interpretação sentida e empenhada, Firth está nomeado para o Óscar de Melhor Actor. E tem boas hipóteses de ganhar, tal é o realismo da dor e angústia do seu professor de inglês que acabou de perder o companheiro de uma vida e planeia, de forma meticulosamente organizada, o seu suicídio.
Enquanto traça o seu destino, calma e friamente, um dos seus alunos – e todos parecem saído de uma campanha de moda – chega-se mais perto e todo o filme vai transpirar (homos)sexualidade mas de forma velada, com uma sensibilidade extraordinária, característica reconhecida aos gays assumidos como Ford, que vive uma relação estável há 23 anos com Richard Buckley.
Mas é da vida de ‘George’ (Colin Firth) que trata este filme belíssimo, onde tudo parece uma obra de arte: os cenários, os actores, a película, as cores, os enquadramentos, a música. Irreprensível!
A também intocável Julianne Moore junta-se a um elenco maioritariamente masculino, ou não fosse este um filme sobre os afectos entre homens. Mas, ressalve-se, é um filme pouco ou nada ‘gay’.
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