Um luminoso e pouco negro filme de Amy Winehouse
Biografia que estreia esta quinta-feira nas salas é considerada demasiado “benevolente” e de não revelar a verdadeira cantora.
Chega aos cinemas não isento de polémicas e desilusão o filme biográfico de Amy Winehouse ‘Back to Black’. Para muita da crítica especializada, o filme de Sam Taylor-Johnson peca por dourar demasiado a pílula. O ‘Independent’ considera-o um filme "com medo do escuro", muito pouco interessado em abordar o inferno do vício que conduziu à morte da cantora. O ‘The Guardian’ questiona se ‘Back to Black’ "revela a verdadeira Amy Winehouse?", enquanto o ‘The Telegraph’ fala de uma biografia cinematográfica "demasiado benevolente", que "evita o jogo da culpa".
Se é verdade que também os fãs questionaram o timing do filme e a escolha do seu elenco, o facto é que parece que a grande surpresa da obra está mesmo na atriz principal, Marisa Abela, escolhida para desempenhar o papel de Winehouse, cantando por sua conta e risco de forma irrepreensível. Deitando um olhar sobre a vida e a carreira musical de Amy Winehouse, com argumento na primeira pessoa, ‘Back to Black’ não "vai agradar a todos, mas, ainda assim, é um filme bem feito", que "conta parte da história de Amy com carinho, sensibilidade e um respeito palpável pelo seu talento", escreve a ‘Rolling Stone’.
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