Uma peça sobre o mal que há dentro de nós
Última peça do Aberto em 2017 é do irlandês Conor McPherson e chega ao palco na próxima terça-feira, 19.
Na garagem de uma vivenda pobre dos arredores de Lisboa vive o Tomás [Vítor Norte], um "jovem-velho" de 60 anos a quem, um dia, aparece uma rapariga de 22 anos por quem ele se apaixona. Em torno desta estranha relação decorre a ação da peça 'Noite Viva', que o irlandês Conor McPherson escreveu e dirigiu em 2013 e que o encenador João Lourenço estreia terça-feira, no Teatro Aberto, em Lisboa.
"A rapariga [interpretada pela atriz Anna Eremin, de 'Jogo Duplo', da TVI] é um anjo negro que entra na vida deste homem e transforma tudo", explica João Lourenço, que convidou ainda para o elenco os atores Rui Mendes, Filipe Vargas e Bruno Bernardo. "Ela é a encarnação do mal que há no nosso quotidiano, nas nossas cidades, e cabe ao espectador decidir se aqui há, ou não, redenção."
Além da peça propriamente dita, este é um espetáculo 'dois em um', já que ao teatro junta... o cinema. Um filme escrito por Vera San Payo de Lemos e João Lourenço e realizado por este último com Nuno Neves, acompanha, acrescenta e ilumina a peça, mas João Lourenço recorda que "não é nada de novo" no seu trabalho. "Nos meus espetáculos há muitas vezes vídeo, porque sempre gostei muito de imagem. Aqui limitamo-nos a levar as coisas mais longe", explica. "Foi uma experiência que nos apeteceu fazer e que o público julgará", conclui.
'Noite Viva' é para ver de quarta a sábado às 21h30 e nos domingos às 16h00. Os bilhetes custam entre 7,5 e 15 euros.
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