Vaticano leva Carminho e Ilda David a Bienal de Veneza

Mostra decorre de 9 de maio a 22 de novembro, com pré-inauguração nos dias 7 e08 de maio, nos Jardins, no Arsenal e noutros locais do centro de Veneza.

15 de abril de 2026 às 12:44
Carminho Foto: João Cortesão
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A representação do Vaticano na Bienal de Arte de Veneza, comissariada pelo cardeal José Tolentino de Mendonça, vai incluir nos seus participantes a fadista Carminho e a pintora Ilda David, anunciou a Santa Sé.

De acordo com comunicado do Dicastério para a Cultura e Educação, divulgado na terça-feira, vão ser apresentados trabalhos encomendados a 24 artistas inspirados "pela vida e pelo legado" de Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179).

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Com curadoria de Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, em colaboração com o Soundwalk Collective, a representação do Vaticano na bienal deste ano vai estar subordinada ao título "O Ouvido é o Olho da Alma" e distribuir-se por dois espaços da cidade italiana.

No primeiro destes estarão presentes trabalhos de artistas como o compositor e produtor britânico Brian Eno, da fadista portuguesa Carminho, da compositora italiana (atualmente diretora do festival de música de Veneza) Caterina Barbieri, da cantora britânica FKA Twigs, dos norte-americanos Jim Jarmusch, Laraaji, Meredith Monk e Moor Mother, entre outros.

No segundo espaço da representação do Vaticano vão estar as últimas obras de Alexander Kluge (que morreu em março e a quem se deve o título da representação da Santa Sé), trabalhos da portuguesa Ilda David, que mostrará livros de artista, e da mexicana Tatiana Bilbao.

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A 61.ª Bienal de Arte de Veneza - que vai decorrer sob o tema "In Minor Keys" ("Em Tons Menores", em tradução livre), desenhada pela curadora Koyo Kouoh, que morreu em maio do ano passado - apresentará uma visão transformadora da arte num "sussurro poético" de resistência, introspeção e alegria perante tempos de exaustão global, segundo a organização do evento em Itália.

A mostra decorre de 9 de maio a 22 de novembro, com pré-inauguração nos dias 7 e08 de maio, nos Jardins, no Arsenal e noutros locais do centro de Veneza.

Portugal vai estar representado com o projeto "RedSkyFalls", de Alexandre Estrela, que se traduz num ecossistema com seres artificiais sensíveis a sismos, que serão sentidos ao mesmo tempo que acontecem num qualquer ponto do mundo.

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Do universo lusófono também participam o Brasil e Timor-Leste.

Já o artista plástico português Pedro Cabrita Reis vai inaugurar em maio, em Veneza, uma exposição que revisita a Via Sacra, numa "visão pessoal" da Paixão de Cristo, com 14 pinturas inéditas em diálogo com a história da pintura europeia.

Trata-se de um projeto independente intitulado "XIV Steps" ("XIV Passos"), tantos como as estações da Paixão, patente de 04 de maio a 22 de novembro, paralelamente à Bienal de Arte de Veneza.

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