Vem aí mais um Fimfa: um convite ao deslumbre
Festival de Marionetas e Formas Animadas invade Lisboa durante três semanas e meia. Espalha-se por 11 espaços da cidade.
"Um convite ao deslumbre e ao maravilhamento”. Eis como Luís Vieira, diretor artístico do Fimfa (função que partilha com Rute Ribeiro), define o Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, que volta a Lisboa nesta quinta-feira para ficar até ao fim do mês.
Na sua 26.ª edição (“nunca pensei, quando começámos, que iríamos chegar tão longe”), o evento apresenta mais de 25 projetos, para todas as idades, espalhados por 11 espaços da cidade. “Apresentaremos aquilo que de mais significativo se faz no mundo no âmbito destas artes e queremos chegar ao mesmo número de pessoas: normalmente atraímos dez mil espectadores e os bilhetes para esta edição estão a voar... Já há espetáculos esgotados”, alerta Luís Vieira, que destaca, “entre tanta e tão boa oferta”, o espetáculo de abertura.
‘Dead as a Dodo’ (São Luiz, dias 7, 8 e 9) é um projeto da companhia norueguesa e nova-iorquina Wakka Wakka, que se apresenta pela primeira vez em Portugal. “Mistura marionetas de tamanho humano e gigantes e propõe uma viagem pelo universo de Tim Burton. Tem muita capacidade de deslumbrar”, garante o responsável, que destaca ainda os shows do francês Johanny Bert (‘Cabaret Love’, protagonizado por uma marioneta queer e punk, e ‘Hen’, para ver também no São Luiz a 7, 8 e 9) e ‘Loco’, pela Compagnie Tchaïka, da Bélgica, inspirado em Gogol (Teatro Variedades, dias 22 e 23).
“Nunca fazemos edições temáticas, valorizamos, antes, a excelência técnica dos projetos, mas a verdade é que neste ano há muitas reflexões sobre o clima, as ditaduras e as questões de género. Andam na cabeça dos criadores”, diz Luís Vieira, que define o perfil do público do Fimfa como “muito variado”: “Famílias, espectadores de grandes eventos, universitários e curiosos que vêm para se espantar. E não se desiludem.”
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