Versões diferem uma hora

Rebentou o conflito entre a polícia de Los Angeles e Edward Chernoff, advogado de Conrad Murray, cardiologista que acompanhou Michael Jackson nas suas últimas semanas de vida, enquanto este lutava contra um problema de insónia.

27 de agosto de 2009 às 00:30
Versões diferem uma hora Foto: Alessia Pierdomenico/Reuters
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De acordo com a polícia, nas suas primeiras declarações – prestadas no dia 27 de Junho, ou seja, dois dias depois da morte do cantor – o médico terá dito que, depois de uma noite em que começou a medicá-lo à uma da manhã e só parou às 10h40, conseguiu pô-lo a dormir, finalmente, às 11h00. Depois de uma ida à casa de banho, terá voltado ao quarto, onde o encontrou, não a dormir, mas inanimado e sem respiração.

A ser verdade, Murray esperou uma hora e 21 minutos para chamar a ambulância, já que a chamada para as emergências foi registada às 12h21. E, segundo as autoridades, durante esse tempo o médico terá efectuado três chamadas pessoais através do seu telemóvel.

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Edward Chernoff contesta esta versão. Segundo o advogado do médico – que estava presente no interrogatório de 27 de Junho –, o que o Conrad Murray disse foi que conseguiu adormecer o cantor às 11h00 e que só o descobriu inanimado perto do meio-dia.

"A teoria da polícia é a de que o médico voltou e verificou que ele não estava a respirar. Mas não foi isso o que o dr. Murray disse. Estão a confundir a hora em que Michael Jackson adormeceu com a hora em que deixou de respirar", alega. Segundo Douglas Zipes, especialista em Cardiologia, ouvido pela polícia de Los Angeles, mesmo que seja essa a verdade, o médico esperou mais de 20 minutos para chamar a ambulância, quando o devia ter feito logo.

Entretanto, circula um vídeo na internet em que, alegadamente, se vê Michael Jackson a sair da mesma carrinha em que foi transportado já ‘morto’.

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PORMENORES

INSÓNIA CRÓNICA

Segundo os relatórios de Conrad Murray, Michael Jackson sofria de insónia crónica há seis semanas e referia-se às drogas que tomava para dormir como o seu "leite".

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MISTURA FATAL

Embora tenha assegurado que a dose de Propofol que administrou ao cantor não o poderia ter matado, Murray esteve toda a noite a dar várias drogas a Jackson. A mistura terá sido fatal.

MEDICINA ‘INCONSCIENTE’

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Segundo alguns médicos, mais do que insónia, o cantor sofria de dependência de drogas. O facto de Conrad Murray ter continuado a fornecê-las é reveladora de ‘inconsciência’.

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