Versões diferem uma hora
Rebentou o conflito entre a polícia de Los Angeles e Edward Chernoff, advogado de Conrad Murray, cardiologista que acompanhou Michael Jackson nas suas últimas semanas de vida, enquanto este lutava contra um problema de insónia.
De acordo com a polícia, nas suas primeiras declarações – prestadas no dia 27 de Junho, ou seja, dois dias depois da morte do cantor – o médico terá dito que, depois de uma noite em que começou a medicá-lo à uma da manhã e só parou às 10h40, conseguiu pô-lo a dormir, finalmente, às 11h00. Depois de uma ida à casa de banho, terá voltado ao quarto, onde o encontrou, não a dormir, mas inanimado e sem respiração.
A ser verdade, Murray esperou uma hora e 21 minutos para chamar a ambulância, já que a chamada para as emergências foi registada às 12h21. E, segundo as autoridades, durante esse tempo o médico terá efectuado três chamadas pessoais através do seu telemóvel.
Edward Chernoff contesta esta versão. Segundo o advogado do médico – que estava presente no interrogatório de 27 de Junho –, o que o Conrad Murray disse foi que conseguiu adormecer o cantor às 11h00 e que só o descobriu inanimado perto do meio-dia.
"A teoria da polícia é a de que o médico voltou e verificou que ele não estava a respirar. Mas não foi isso o que o dr. Murray disse. Estão a confundir a hora em que Michael Jackson adormeceu com a hora em que deixou de respirar", alega. Segundo Douglas Zipes, especialista em Cardiologia, ouvido pela polícia de Los Angeles, mesmo que seja essa a verdade, o médico esperou mais de 20 minutos para chamar a ambulância, quando o devia ter feito logo.
Entretanto, circula um vídeo na internet em que, alegadamente, se vê Michael Jackson a sair da mesma carrinha em que foi transportado já ‘morto’.
PORMENORES
INSÓNIA CRÓNICA
Segundo os relatórios de Conrad Murray, Michael Jackson sofria de insónia crónica há seis semanas e referia-se às drogas que tomava para dormir como o seu "leite".
MISTURA FATAL
Embora tenha assegurado que a dose de Propofol que administrou ao cantor não o poderia ter matado, Murray esteve toda a noite a dar várias drogas a Jackson. A mistura terá sido fatal.
MEDICINA ‘INCONSCIENTE’
Segundo alguns médicos, mais do que insónia, o cantor sofria de dependência de drogas. O facto de Conrad Murray ter continuado a fornecê-las é reveladora de ‘inconsciência’.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt