Woody Allen abre Festival de Cannes com Carla Bruni
Um ano depois, Woody Allen regressa a Cannes e com honras de abertura para a sua comédia romântica ‘Midnight in Paris’, servida por um elenco de estrelas, onde sobressaem os nomes de Marion Cotillard, Rachel McAdams, Owen Wilson e Carla Bruni.
No entanto, a primeira-dama francesa, que tem um papel no filme como guia de um museu em Paris - e de quem se suspeita que esteja grávida do presidente Sarkozy -, acabou por confirmar a súbita ausência nesta quarta-feira, alegando “razões pessoais”.
Tudo está a postos para o início da 64.ª edição do Festival de Cannes, que até ao próximo dia 22 juntará diversos realizadores de culto, empenhados em divulgar alguns dos filmes farão furor durante todo o ano, além de muitas estrelas de Hollywood a promoverem ‘blockbusters’ do Verão.
É o caso de Angelina Jolie, que vem a Cannes para apresentar a animação ‘Kung Fu Panda 2’, bem como Johnny Depp e Penélope Cruz com a missão de fazer navegar ‘Piratas das Caraíbas: Por Estranhas Marés’, com estreia marcada em Portugal para dia 19, até mais uma receita bilionária.
Portugal sem representantes
Apesar de Portugal não ter qualquer filme nas secções oficiais, faz-se representar com a curta-metragem ‘Nuvem’, assinada pelo luso-suíço Basil da Cunha, de 25 anos, a ser exibida na Quinzena dos Realizadores, bem como o filme ‘A Viagem’, de Simão Cayatte, seleccionado na secção ‘Cinéfondation’, alvo da avaliação do realizador português João Pedro Rodrigues, membro do júri que também irá deliberar sobre as curtas-metragens em competição.
Sob um ponto de vista mais independente, mas não menos importante, concorrem para a Palma de Ouro, alguns dos nomes mais sonantes do cinema mundial. São os casos de Pedro Almodóvar, Nanni Moretti, os irmãos Dardenne, Lars von Trier e, sobretudo, o fugidio e muito aguardado Terrence Malick, finalmente a apresentar ‘A Árvore da Vida’, com Brad Pitt e Sean Penn.
De resto, este é um festival que não conhece a crise. São bem visíveis, por toda a Croisette, os iates de luxo, os bólides topo de gama e os produtores à espera de vender filmes que farão as manchetes do ano que vem.
Mulheres ao poder
Este é também um ano dominado por uma forte presença feminina. Um quarteto de realizadoras anima os filmes em competição: a escocesa Lynne Ramsay apresenta o drama ’We Need to Talk About Kevin’, ao passo que a australiana Julia Leigh desvenda o “conto de fadas erótico” ‘Sleeping Beauty'; já a francesa Maiwenn assinou ‘Polisse’ e a japonesa Naomi Kawase’ revela ‘Hanezu No Tsuki’.
No entanto, a própria Carla Bruni aparecerá de novo, desta feita no documentário ‘La Conquête’, que acompanha o marido entre a campanha eleitoral de 2007 e o desaire do casamento anterior.
Candidatos a ganhar a Palma de Ouro são muitos. Desde logo, há sempre ainda a esperança que o espanhol Pedro Almodóvar possa vir a ganhar a sua primeira Palma de Ouro, com ‘La Piel que Habito’, ou que os irmãos belgas Dardenne façam história vencendo pela terceira vez, desta feita com ‘Le Gamin au Vélo’.
Além do italiano Nanni Moretti, Lars von Trier, o dinamarquês irreverente, regressa com ‘Melancolia’, dois anos depois do atormentado ‘Anticristo’. Isto apesar de o filme falar de um apocalipse iminente.
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