Zé da Ponte deixa música mais pobre

Autor de sucessos como ‘Lusitana Paixão’, ‘Se Cá Nevasse’ ou ‘Não Sejas Mau P’ra Mim’.

30 de janeiro de 2015 às 08:50
Zé da Ponte Foto: Gonçalo Oliveira
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Seguia a carreira de Zé da Ponte?

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Seguia a carreira de Zé da Ponte?

José (ou Zé) da Ponte, um dos fundadores dos Salada de Frutas e membro da direção da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), morreu ontem no Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa. Hoje, após uma breve cerimónia, o funeral sai da SPA, na capital, para o cemitério de Silves, às 12h00.

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"Era um criativo, tinha uma grande energia e uma visão empresarial moderna da música e, mesmo doente, manteve-se sempre atento aos assuntos da SPA",afirmou José Jorge Letria, presidente desta organização, adiantando que o músico teve um papel fundamental na reestruturação da cooperativa, a partir de 2007. "Em 1988 respondi a um anúncio de jornal (...) sentado a um piano de cauda inteira estava um senhor a sorrir que na brincadeira me disse ‘se calhar ainda somos família’. Após essa audição a minha vida mudou totalmente", recorda Dulce Pontes num texto que publicou na sua página do Facebook. "Estou triste, não consigo deixar de estar triste, queria poder ter-lhe dado um abraço", adianta.

Nascido em 7 de fevereiro de 1954 em Silves, José João dos Santos Águas Pontes iniciou a atividade artística em 1976, numa colaboração com o compositor José Luís Tinoco. Foi responsável por vários sucessos musicais, entre os quais ‘Não Sejas Mau P’ra Mim’, com que Dora venceu o Festival RTP, em 1986. Em 2005 fez parte

da equipa que compôs ‘Amar’ com a qual o duo 2B – Rui Drummond e Luciana Abreu – representou Portugal no Festival da Eurovisão. Como baixista colaborou com Pedro Barroso no álbum ‘Antologias’, com Jorge Palma em ‘Bairro do Amor’ e com António Variações, em ‘Anjo da Guarda’. 

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