Zé da Ponte deixa música mais pobre
Autor de sucessos como ‘Lusitana Paixão’, ‘Se Cá Nevasse’ ou ‘Não Sejas Mau P’ra Mim’.
José (ou Zé) da Ponte, um dos fundadores dos Salada de Frutas e membro da direção da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), morreu ontem no Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa. Hoje, após uma breve cerimónia, o funeral sai da SPA, na capital, para o cemitério de Silves, às 12h00.
"Era um criativo, tinha uma grande energia e uma visão empresarial moderna da música e, mesmo doente, manteve-se sempre atento aos assuntos da SPA",afirmou José Jorge Letria, presidente desta organização, adiantando que o músico teve um papel fundamental na reestruturação da cooperativa, a partir de 2007. "Em 1988 respondi a um anúncio de jornal (...) sentado a um piano de cauda inteira estava um senhor a sorrir que na brincadeira me disse ‘se calhar ainda somos família’. Após essa audição a minha vida mudou totalmente", recorda Dulce Pontes num texto que publicou na sua página do Facebook. "Estou triste, não consigo deixar de estar triste, queria poder ter-lhe dado um abraço", adianta.
Nascido em 7 de fevereiro de 1954 em Silves, José João dos Santos Águas Pontes iniciou a atividade artística em 1976, numa colaboração com o compositor José Luís Tinoco. Foi responsável por vários sucessos musicais, entre os quais ‘Não Sejas Mau P’ra Mim’, com que Dora venceu o Festival RTP, em 1986. Em 2005 fez parte
da equipa que compôs ‘Amar’ com a qual o duo 2B – Rui Drummond e Luciana Abreu – representou Portugal no Festival da Eurovisão. Como baixista colaborou com Pedro Barroso no álbum ‘Antologias’, com Jorge Palma em ‘Bairro do Amor’ e com António Variações, em ‘Anjo da Guarda’.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt