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Correio da Manhã

Cultura
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21 milhões de euros para concluir obras no Palácio da Ajuda

Nova ala do edifício fica concluída em 2020 e receberá milhares de peças do Tesouro Real.
Amarílis Borges 17 de Março de 2018 às 01:30
Ministro Castro Mendes e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina
Átrio da caixa forte, onde as joias estarão expostas
Maquete da fachada a ser construída na Calçada da Ajuda
Ministro Castro Mendes e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina
Átrio da caixa forte, onde as joias estarão expostas
Maquete da fachada a ser construída na Calçada da Ajuda
Ministro Castro Mendes e o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina
Átrio da caixa forte, onde as joias estarão expostas
Maquete da fachada a ser construída na Calçada da Ajuda
O orçamento para as obras do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, passou de 15 milhões para 21 milhões de euros em dois anos, mas "a história dramática" do edifício está finalmente perto de ter um fim, mais de 200 anos após o início da sua construção. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Cultura, Castro Mendes, e pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, numa conferência de imprensa em que o arquiteto João Carlos Santos e o designer Francisco Providência revelaram como ficará o edifício até ao início de 2020, altura em que projeto ficará concluído.

As obras, que tiveram início em fevereiro, vão fechar o lado poente do palácio, do lado da Calçada da Ajuda, e preveem a construção de uma nova ala no edifício, que será utilizada para a exposição permanente ‘Joias da Coroa e Tesouros de Ourivesaria da Casa Real’.

Os seis milhões de euros adicionados ao orçamento devem--se à construção de um restaurante e ao aumento da segurança. O orçamento inclui ainda as obras na Calçada da Ajuda. Do total de 21 milhões previstos, cinco milhões são da Associação Turismo de Lisboa e quatro milhões do Ministério da Cultura. O restante financiamento é suportado pelo Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, o que faz deste o "primeiro projeto com verbas do turismo da cidade", disse Fernando Medina.

Joias roubadas financiam Palácio da Ajuda
As obras de valorização do Palácio da Ajuda são agora também financiadas indiretamente pelas joias da coroa portuguesa roubadas na Holanda. É que os 4 milhões de euros que saem do Ministério da Cultura para este projeto fazem parte do pagamento do seguro das seis peças roubadas no Museu de Haia, na madrugada de 2 de dezembro de 2002, entre as quais estava um dos maiores diamantes do Mundo. Portugal recebeu 6,1 milhões do seguro.

Coleção única com milhares de peças
Entre as peças que integram a coleção estão 900 exemplares de joalharia com datas entre o final do século XVII e o século XIX, provenientes da exploração aurífera e diamantífera brasileira. A coleção de ourivesaria inclui 6340 peças.

1795
Ano em que foi lançada a primeira pedra para a edificação do Palácio da Ajuda. A aprovação para a construção do edifício foi dada pelo príncipe D. João.

Edifício inacabado
As obras de construção do palácio passaram por quatro interrupções ao longo dos anos. Ao que tudo indica ficaram finalmente concluídas em 2020.

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