A arte de fazer rir

Já se sabia do talento de Marco Horácio, na versão moderna do ‘compère’ revisteiro, em que brilhou nos primeiros meses do programa televisivo ‘Levanta-te e Ri’, como na de construtor de personagens. Agora, aí está uma nova aventura, mais difícil de erguer do que parece: a construção de uma personagem fadista, chamada Rouxinol Faduncho.
28.01.06
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A arte de fazer rir
Sem cair na brejeirice primária mas fazendo uso inteligente do vernáculo, do sotaque lisboeta, das imprecisões nas palavras, de histórias em que a gargalhada é inevitável, este Rouxinol transforma-se numa referência do humor cantado, particularmente no segmento do Fado. O Felisberto Desgraçado (‘és grande!’), de Herman, tem concorrência à altura, a partir daqui.
Em ‘Grandes Êxitos’, produzido pela mão sábia de João Veiga, o Rouxinol apresenta-se e é entrevistado por Júlio Isidro, para dar mais consistência ao figurão. Aproveita fados e melodias de outras origens (desde uma canção brasileira à sempre presente ‘Abelha Maia’) e cria novos textos, com destaque para ‘Fado das Barracas’ (duas versões), ‘Mulher Maluca’ e ‘D. Maroca’. É de ouvir e rir por mais.
DISCOGRAFIA
- Carlos Bastos, ‘All That Fado’ (1993)
- Herman José, ‘És Tão Boa!’ (2005)
- Hermínia Silva, várias referências
- Raul Solnado, várias referências

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