A chave para o mistério do alegado plágio realizado por Dan Brown para escrever o ‘best-seller’ ‘O Código da Vinci’ pode residir, afinal, na mulher do escritor, Blythe Brown.
Na verdade, a mulher do romancista já foi referenciada em mais de um quarto dos mais de 200 parágrafos que constituem o depoimento do escritor em Tribunal, iniciado segunda-feira, no âmbito do processo em que é acusado de ter plagiado o livro ‘The Holy Blood and the Holy Grail’, de Michael Baigent e Richard Leigh.
Em Tribunal, Brown explicou ao juiz que a mulher, historiadora, desde cedo está ligada à sua carreira, na qualidade de pesquisadora para as suas obras. ‘Anjos e Demónios’, um livro sobre religião e arte (as paixões de Blythe) é disso exemplo, assim como ‘O Código da Vinci’. Sobre a acusação de plágio, Brown reiterou que não leu o livro dos autores britânicos e que, se o tivesse feito, o teria referido na sinopse de ‘O Código da Vinci’, enviada aos editores, em 2001. O julgamento prossegue em Londres, mas da mulher do escritor nem sombra.
Baigent e Leigh reclamam da editora de Brown (que também os edita) uma indemnização de 15 milhões de euros.
Enquanto isso, o autor prepara a sequela do ‘Código’. ‘The Solomon Key’ (‘A Chave de Salomão’, à letra), ainda não editado, envolve a maçonaria e… George Bush. Segundo o autor de ‘O Guia para a Chave de Salomão de Dan Brown’ (já editado), o livro fala sobre uma comunidade de antigos alunos da Universidade de Yale e, entre os seus membros, conta-se George Bush. A trama aposta na criptologia, tendo a capa do livro pistas codificadas.
BLYTHE É A CHAVE DO 'CÓDIGO'
Dan Brown diz que ela não gosta de ser o centro das atenções. “E não vejo razão para que passe pelo stress causado pela publicidade”, frisa ele, que também é tímido e foge dos ‘flashes’. Mas, a historiadora que (também) fez pesquisas para a obra de estreia do marido, ajudando-o a lançar-se na literatura com ‘187 Homens a Evitar’ (tradução livre de ‘187 Men to Avoid’), em 1995, pode ser importante demais para continuar ‘escondida’.
Afinal, segundo Brown, foi ela que fez a pesquisa para ‘O Código Da Vinci’. “É fanática de Da Vinci”, diz. E foi Blythe que o ‘instrumentalizou’ com a teoria de que os descendentes de Jesus teriam sobrevivido até hoje. “Achei que era um passo muito à frente”, admite o romancista. No entanto, “depois de muita discussão”, aceitou.
‘O Código da Vinci’ já vendeu mais de 40 milhões de exemplares e o filme homónimo, com Tom Hanks e Audrey Tatou, estreia-se mundialmente a 18 Maio, um dia depois de se apresentar em Cannes, fora da competição do festival.
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