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Correio da Manhã

Cultura
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À espera de boas notícias

"Não quero acreditar que a candidatura do Fado a Património Imaterial da Humanidade seja rejeitada, mas mesmo que aconteça já é uma vitória todo o interesse que tem suscitado", disse ontem Ricardo Ribeiro na Voz do Operário, em Lisboa, pouco antes de actuar na Gala Amália.
27 de Novembro de 2011 às 01:00
Ana Marta, Prémio Revelação de 2011, no palco da Gala Amália
Ana Marta, Prémio Revelação de 2011, no palco da Gala Amália FOTO: João Miguel Rodrigues

Ele, que este ano ganhou o prémio para Melhor Intérprete de Fado, atribuído pela Fundação Amália Rodrigues, diz que há muito não se falava tanto da canção tradicional de Lisboa. "Para mim, o Fado sempre foi património da Humanidade, porque fala de emoções que dizem respeito a todos. Mas é um grande orgulho para nós que o País se mobilize, desta forma, em torno da causa."

Numa noite onde só faltou um ‘f’ para a fórmula ‘Fado, Fátima e Futebol’ (o dérbi foi transmitido em ecrã gigante) ‘f’ foi também de festa, com os Prémios Amália a destacarem o melhor que se fez este ano em prol do Fado.

Apesar de ter arrancado tarde – eram 22h30 quando se ouviu o primeiro fado –, o espectáculo deixou o público presente, quase todo de 50, 60 e 70 anos, muito satisfeito. Apresentado por José Carlos Malato, correspondeu aos preceitos de um serão popular, com muitos vestidos negros, muitos xailes e muita emoção.

Enquanto em Bali, onde por essa altura se aproximava a manhã de domingo e o júri da UNESCO iria deliberar, em Lisboa Maria José Proença, distinguida com o Prémio Carreira, estava duplamente feliz. "É o segundo Prémio Amália que recebo", disse ao CM. "Há 65 anos, quando tinha oito, ganhei a Taça Amália. Que isto aconteça na véspera de o Fado ser considerado Património da Humanidade é uma feliz coincidência."

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