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Correio da Manhã

Cultura
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A ESTREIA DE JOÃO MURILLO

“Sentimentei a falta de tudo, da luz, do calor, mas mais que tudo a falta de um carinho desconhecido, a falta de afectos que nunca tinha provado, a falta de uma mão suave e certa a correr-me a nuca de cor.
5 de Dezembro de 2002 às 00:00
É verdade que adoeci, entristeci, embruteci, mas não me perdi!”, do livro de estreia de João Murillo que acaba de chegar às livrarias sob a chancela da editora Contemporânea.

Chama-se “Nuandino Tiro” e é a primeira obra do autor que, créditos firmados nas artes plásticas, arrisca agora o nome na prosa. História de Natal e de todos os dias, aconselhada a gente pequena e de todos os tamanhos, conta-se numa linguagem tangente à poesia que lhe denuncia a origem africana: “terra grande demais com cheiros que me vestiram e cores que me construiram”.
E se a história é boa, as ilustrações são melhores, por isso, entre uma e outra coisa, arrisca-se o veredicto: conhecer é... querer!
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