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Correio da Manhã

Cultura
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A POESIA É UMA ARMA

Diria o poeta que “valores mais altos se levantam”. Na verdade, o Dia Mundial da Poesia que hoje se assinala – por determinação da Unesco de 1999 – com pompa e circunstância, vê-se ofuscado pelo troar das armas.
21 de Março de 2003 às 00:00
Contudo, esta perda de protagonismo das letras não consegue esconder o poder da poesia enquanto arma contra outras armas e poderes.

Com efeito, e num País de poetas, que somos, não são poucos os que se serviram do poder das palavras contra o das armas. São os casos de Laureano Carreira, João Lopes, Manuel Alegre, Nuno Júdice, Fiama Paes Brandão e Gastão Cruz, para citar apenas alguns.
No entanto, apesar de todos os pesares, a Poesia está na rua por um dia que seja seu! Além do programa oficial, subordinado ao tema “Viagem”, a poesia “marcha” hoje também em prol da paz (ver caixa) e, também extra-programa, passam hoje mil dias sobre a edição dos primeiros “Maços de Poemas”...

A “Viagem” oficial, por seu turno, é uma iniciativa do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas que, com o Teatro Nacional D. Maria II, ali promove uma sessão de leitura, com Germana Tânger e João Grosso, entre outros.

Quem também embarcará nesta “viagem”, desta feita rumo a S. João da Madeira, é o ministro da Cultura, Pedro Roseta, que, com os escritores Manuel António Pina e José Luís Peixoto, integram a lista de convidados de “Poesia à Mesa”. A próxima paragem acontece na Figueira da Foz, onde a data se assinala com o II Encontro de Poetas Portugueses, em que participarão Matilde Rosa Araújo e Ana Hatherly.

Várias cidades da Beira Interior comemoram também o dia, com o actor Nuno Miguel Henriques e, em Lisboa (de novo), destaque ainda para a Casa Pessoa, onde o espectáculo “In/Finito” sobe à cena às 21h00.
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