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Correio da Manhã

Cultura
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A questão das praças portáteis

No meio taurino nem todos apreciam os espectáculos realizados em praças portáteis, também chamadas de desmontáveis ou ambulantes.
20 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Dizem os mais exigentes que as ‘figuras’ não deviam actuar nessas praças porque às mesmas lhes escasseia dignidade para receber um toureio de prestígio. Outros, porém, consideram que os espectáculos são valorizados pelos artistas e não pelo local onde estes actuam e, assim, entendem que, muitas vezes, as figuras do toureio só têm possibilidade de se mostrarem ao público se o fizerem em praças portáteis, sobretudo em regiões onde não existem equipamentos de alvenaria.
O problema não é grave. Desde que as reses possuam as indispensáveis condições para a lide – idade, peso e trapío –, os cartazes estejam bem elaborados e sejam levadas em consideração as condições mínimas para artistas e público e para o normal decurso do espectáculo, julgamos que não vem qualquer mal à Festa de Toiros um bom cartaz em praça portátil.
Além do mais, é preciso não esquecer a importância das praças portáteis na promoção e fomento da Festa, levando-a a todo o País, mesmo a locais sem qualquer tradição taurina.
Na temporada de 2004, os primeiros meses muito chuvosos e a realização do Euro num período em que é costume haver muitas corridas, determinaram uma redução do número de espectáculos em relação ao ano anterior.
Do Minho ao Algarve realizaram-se 287 espectáculos, 34 por cento dos quais em praças portáteis, possibilitando a actividade de muitos profissionais. Uma questão que não se coloca nos Açores: as dez corridas decorreram em praças de alvenaria existentes na ilhas Terceira, S. Jorge e Graciosa. Um exemplo que no Continente devia ser seguido!
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