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Correio da Manhã

Cultura
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A TALENTOSA JULIANNE MOORE

Este é, sem dúvida, o ano de Julianne Moore, aquele em que a actriz consegue uma dupla nomeação para os Óscares de melhor actriz por “Longe do Paraíso” e actriz secundária por “As Horas”. Curiosamente, com duas personagens dos anos 50.
21 de Março de 2003 às 00:00
O realizador Todd Haynes (com quem Moore filmou “Seguro”) escreveu “Longe do Paraíso” para a sua actriz fetiche. Trata-se de um filme que presta homenagem aos clássicos dos anos 50, nomeadamente à obra de John Stahl e Douglas Sirk, mas que revela todos os dramas humanos que a década escondia. É aqui que a actriz se revela...

Moore – grávida durante toda a rodagem – confessa que nunca sorriu tanto num filme. Mas essa aparente felicidade era obrigatória para retratar a mulher que tenta manter a harmonia de um casamento perfeito, mesmo quando descobre que o marido (Dennis Quaid) tem relações homossexuais.

Filmado como um postal da época, “Longe Do Paraíso” desfia com olhar de mestre a conduta social da época, quando uma mulher era criticada por falar com um negro mas não por manter uma vida infeliz. As cores do Outono, as roupas e a própria atitude dos actores fazem deste filme uma obra que desvenda um naipe de grandes talentos. Destaque para a interpretação de Dennis Haysbert na pele do jardineiro negro e para o director de fotografia Edward Lachman.
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