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Correio da Manhã

Cultura
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AMOR PROIBIDO

Poderá a essência sofrida, inquietante e orgânica do Fado coabitar no mesmo espaço físico e emocional do confortável e te- cnológico universo do chillout? A resposta, positiva, pode encontrar-se no projecto ‘ChillFado Vol.I’ que teve a ousadia de fundir um vasto leque de sonoridades modernas, como o chillout, o house e o dub, ao nosso Fado.
9 de Agosto de 2004 às 00:00
Depois de ter sido editado em território luso no passado mês de Junho, ‘ChillFado’ partiu à conquista de outras paragens, onde, quiçá, na ausência de preconceitos estilísticos e críticas puristas, encontrará finalmente a atenção que merece.
Recentemente editado na Alemanha, Holanda, Inglaterra, Luxemburgo e Japão, o álbum prepara-se para sair em breve na Grécia, Espanha, Itália, França e Taiwan.
‘ChillFado’ nasceu do trabalho de 13 artistas (seis cantores e sete produtores) à medida das intenções do projecto. Uns tradicionais e ligados ao fado, como Mariza, Carlos Maria Trindade ou Paulo Bragança, outros ‘filhos’ de uma certa modernidade, como Fidu, António Mardel, Eddy Jam, Passenger ou Renoiser. Todos, porém, amantes de um fado ‘maior’, que reflectisse o Portugal actual, de contrastes e constante mudança e evolução.
O resultado é uma intrigante e desafiadora paisagem sónica, na qual pontuam momentos mágicos como ‘Barco Negro’, ‘Canção do Mar’ ou ‘O Deserto’ que, graças às novas roupagens electrónicas, se revelam capazes de quebrar amarras e provar que a música, é, efectivamente, uma linguagem sem barreiras.
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