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Amy: Morte era “só questão de tempo”

Farta de estar sozinha, Amy Winehouse terá decidido, na sexta-feira à noite, fazer mais um cocktail de drogas, que se revelaria desta vez mortal: fontes próximas da artista de 27 anos, encontrada no sábado sem vida na sua casa localizada em Camden, a norte de Londres, dizem que a cantora de ‘Rehab’ e de ‘Love is a Losing Game’ misturou cocaína, heroína e ecstasy. O seu debilitado corpo não aguentou o choque.

25 de julho de 2011 às 00:30

Apesar disso, as conclusões formais da autópsia de Amy Winehouse apenas devem ser conhecidas hoje, com a polícia londrina a declarar na tarde de ontem que nada está provado quanto às causas da sua morte e a afastar cenários de detenções associadas ao fim da estrela. O seu corpo encontra-se agora numa morgue da capital britânica, estando previsto o funeral para amanhã.

O mito, apesar disso, e tal como outras estrelas que morreram prematuramente, gerou várias teorias: além de se referir que Winehouse estava a sofrer mais um desgosto amoroso - depois da união autodestrutiva com Blake Fielder-Civil, em 2007, que durou apenas dois (atribulados...) anos - e uma depressão, fonte próxima garantiu ao ‘Daily Mail' ter visto a artista ir comprar droga na véspera. "Amy parecia estar determinada a ter uma grande noite de sexta-feira", disse a mesma fonte sobre o trágico desfecho.

Além do historial de drogas e álcool, que se agravaram desde o lançamento do álbum que a catapultou para a fama, o multipremiado ‘Back to Black' (2006), e dos sucessivos internamentos em clínicas de reabilitação - o último dos quais em Maio -, Amy Winehouse sofria ainda de um enfisema pulmonar, que lhe complicava a respiração. Os médicos deram-lhe há muitos meses ordem de proibição de consumo até de cigarros. Em vão.

Chocados, os pais, Mitchell e Janis Winehouse, pediram ontem, em comunicado, "privacidade e espaço neste momento terrível" e declararam que Amy era "uma sobrinha, irmã e filha maravilhosa". Já a mãe, Janis, confessou que a morte de Winehouse era há muito esperada: quando a viu, um dia antes de morrer, percebeu que era "apenas uma questão de tempo".

Amy Winehouse parte, mas os fãs não a esquecem: centenas deixaram coroas de flores e mensagens perto da sua casa. O culto não pára de crescer.

DISCOS VOLTAM A LIDERAR TOP INGLÊS

Enquanto os fãs aguardam o lançamento do terceiro disco da cantora, que já está gravado, os dois únicos álbuns de Amy Winehouse, ‘Frank' (2003) e ‘Back to Black' (2006), devem voltar aos primeiros lugares dos tops de vendas. A reacção imediata ocorreu no Reino Unido: menos de 24 horas depois da sua morte, a artista voltou a liderar o top inglês do portal iTunes, com o disco ‘Back to Black'.

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